Sim, pode levar power bank no avião, mas ele deve permanecer na cabine e não pode ser colocado na bagagem despachada. Pelas orientações brasileiras atualizadas em 2026, cada passageiro pode transportar até dois power banks de até 100 Wh. Equipamentos entre 100 Wh e 160 Wh dependem de autorização prévia da companhia aérea, enquanto modelos acima de 160 Wh não podem ser levados em voos de passageiros. Além disso, as regras ficaram mais rígidas quanto ao local onde o carregador deve ficar e ao seu uso durante o voo.
Na prática, os power banks mais comuns de 10.000 mAh e 20.000 mAh normalmente ficam abaixo de 100 Wh, enquanto modelos de aproximadamente 30.000 mAh já podem ultrapassar esse limite e exigir autorização ou até ser recusados por uma companhia com regras próprias mais restritivas. Por isso, antes de viajar, não olhe apenas o número em mAh: procure principalmente o valor de Wh, ou watt-hora, impresso na carcaça.
Power bank vai na bagagem de mão ou na mala despachada?
Power bank deve viajar exclusivamente com o passageiro na cabine. A razão é que baterias de íon de lítio podem apresentar superaquecimento, curto-circuito ou, em situações raras, entrar em fuga térmica. Se isso acontecer na cabine, a tripulação consegue identificar e responder rapidamente; dentro do porão, a situação é muito mais difícil de controlar.
As regras brasileiras reforçadas em 2026 determinam que power banks não sejam enviados na bagagem despachada. A GOL também informa atualmente que baterias de lítio sobressalentes e power banks devem ser transportados exclusivamente na bagagem de mão, e que as novas regras passaram a valer em maio de 2026. A IATA mantém a mesma orientação internacional: baterias sobressalentes e power banks nunca devem ser colocados na bagagem despachada.
Existe ainda um detalhe novo que merece atenção. A orientação divulgada pelo Ministério de Portos e Aeroportos determina que o power bank fique na mochila, bolsa ou item pessoal, armazenado sob o assento à frente ou no bolsão do assento, e não no compartimento superior da aeronave. Portanto, não é uma boa ideia enterrá-lo no fundo da mala de cabine que vai para o bagageiro acima da cabeça.
Qual é o limite de power bank permitido no avião?
O número mais importante é 100 Wh.
Pelas regras divulgadas no Brasil em 2026:
| Capacidade do power bank | Situação |
|---|---|
| Até 100 Wh | Permitido na cabine dentro das regras |
| Entre 100 e 160 Wh | Pode exigir autorização prévia da companhia |
| Acima de 160 Wh | Não permitido em voo de passageiros |
| Bagagem despachada | Power bank proibido |
| Quantidade | Até 2 power banks por passageiro pelas orientações atuais |
A IATA segue uma estrutura semelhante para baterias de lítio: até 100 Wh são normalmente aceitas na bagagem de mão; entre 100 e 160 Wh podem depender de autorização da empresa; acima de 160 Wh geralmente não são aceitas em aeronaves de passageiros. Em 2026, a IATA também passou a destacar limite de dois power banks de até 100 Wh em suas orientações atualizadas aos viajantes.
Mas existe uma ressalva importante: a companhia aérea pode ser mais restritiva que a regra geral. A tabela publicada pela LATAM para 2026 estabelece dois power banks por pessoa, com máximo de 100 Wh cada, e classifica power banks acima de 100 Wh como proibidos em sua operação. Portanto, nunca compre um modelo de 120 ou 150 Wh contando automaticamente que bastará pedir autorização no aeroporto.
Power bank de 10.000 ou 20.000 mAh pode levar no avião?
Na maioria dos casos, sim.
Para estimar a capacidade em watt-hora, utilize:
Wh = mAh × tensão nominal ÷ 1.000
Em grande parte dos power banks com células de lítio, a tensão nominal usada no cálculo fica perto de 3,7 V. Nesse cenário:
| Capacidade | Aproximadamente |
|---|---|
| 5.000 mAh | 18,5 Wh |
| 10.000 mAh | 37 Wh |
| 20.000 mAh | 74 Wh |
| 24.000 mAh | 88,8 Wh |
| 27.000 mAh | 99,9 Wh |
| 30.000 mAh | 111 Wh |
| 40.000 mAh | 148 Wh |
É por isso que power banks de 10.000 e 20.000 mAh normalmente passam confortavelmente abaixo dos 100 Wh. Um modelo de aproximadamente 27.000 mAh já fica muito próximo do teto, enquanto um de 30.000 mAh pode entrar na faixa que exige autorização. A imprensa especializada e orientações recentes sobre o tema utilizam justamente essa conversão como referência.
Porém, não confie somente nessa tabela. Nem todo power bank utiliza exatamente 3,7 V como tensão nominal. Alguns trabalham com 3,6 V, 3,85 V ou outra configuração interna. Se o fabricante já informa o valor em Wh na própria carcaça, esse é o número que deve ser consultado.
Power bank de 30.000 mAh pode levar no avião?
Esse é um dos casos que mais geram dúvida.
Um power bank de 30.000 mAh a 3,7 V corresponde aproximadamente a 111 Wh, portanto ultrapassa o limite de 100 Wh usado para transporte comum sem autorização. Pelas regras gerais brasileiras, um equipamento nessa faixa, se realmente estiver abaixo de 160 Wh, pode depender de autorização prévia da companhia aérea.
Só que a autorização não é automática. Como vimos, algumas empresas podem estabelecer políticas mais restritivas. A LATAM, em sua documentação de 2026, limita power banks a até 100 Wh e classifica unidades acima desse valor como proibidas.
Portanto, para viajar sem transformar o balcão do aeroporto em uma roleta regulatória, modelos claramente abaixo de 100 Wh são muito mais simples. Power banks de 10.000, 20.000 ou determinados modelos de 24.000 mAh costumam ficar nessa zona confortável quando suas especificações confirmam capacidade inferior a 100 Wh.
Posso usar o power bank durante o voo?
Esse ponto mudou bastante em 2026.
As orientações brasileiras atuais determinaram que power banks não sejam conectados às portas USB da aeronave para serem recarregados. As novas medidas também passaram a restringir o uso do carregador portátil a bordo, e a orientação nacional publicada após a atualização das regras é não utilizar o power bank para carregar outros eletrônicos durante o voo.
A IATA estabelece um conjunto mínimo internacional e informa que power banks não devem ser recarregados pela alimentação elétrica da aeronave, não devem ficar no bagageiro superior e não devem alimentar outros dispositivos durante táxi, decolagem ou pouso. A própria IATA ressalta que as companhias podem adotar condições ainda mais rigorosas.
Na prática, se estiver voando no Brasil, a conduta mais segura é simples: embarque com celular e power bank carregados e não use a bateria externa durante o voo sem verificar a política da sua companhia.
Por que o power bank não pode ficar no compartimento superior?
Porque a bateria precisa permanecer acessível e observável.
Se uma unidade começar a aquecer, produzir odor, fumaça ou deformar, é muito melhor que o problema seja percebido imediatamente do que permanecer escondido dentro de uma mala fechada no bagageiro.
As orientações brasileiras divulgadas em maio de 2026 determinam expressamente que power banks permaneçam em mochila, bolsa ou item pessoal sob o assento ou no bolsão do banco, em vez de serem armazenados no compartimento superior.
A IATA adotou orientação semelhante em seu documento de 2026, recomendando que power banks não sejam guardados nos compartimentos superiores.
É preciso proteger o power bank dentro da mochila?
Sim.
Baterias sobressalentes e power banks devem ser protegidos para evitar curtos-circuitos. A ANAC estabelece que carregadores portáteis precisam ser individualmente protegidos quando não estão sendo utilizados. A IATA recomenda utilizar a embalagem original, proteger os terminais ou manter cada unidade em estojo ou bolsa apropriada.
Na prática, evite jogar o power bank solto em um compartimento cheio de moedas, chaves e outros objetos metálicos. Se o equipamento possui cabos embutidos, mantenha-os devidamente presos e protegidos. Também não viaje com bateria inchada, danificada, perfurada ou que esteja apresentando superaquecimento anormal.
Se o power bank caiu violentamente ou apresenta deformação física, substituí-lo antes da viagem é uma decisão muito mais sensata do que testar sua coragem a 11 quilômetros de altitude.
E se a mala de mão for despachada no portão?
Isso pode acontecer em voos cheios. A companhia pode solicitar que determinadas malas de cabine sejam enviadas ao porão.
Nesse caso, retire o power bank antes de entregar a mala.
A IATA é explícita: quando a bagagem de mão for retirada do passageiro no portão para ser colocada no compartimento de carga, baterias de lítio sobressalentes e power banks devem ser removidos e permanecer na cabine.
O ideal é manter a bateria externa desde o início em uma mochila pequena ou item pessoal que permanecerá com você.
Pode levar power bank em voo internacional?
Sim, mas você precisa conferir tanto a companhia aérea quanto as regras do país envolvido.
Os limites de 100 Wh e 160 Wh são amplamente utilizados internacionalmente porque derivam das regras de transporte de baterias de lítio adotadas no setor aéreo, mas operadores e países podem impor restrições adicionais. A IATA recomenda explicitamente verificar a política da companhia antes da viagem.
Isso é especialmente importante em itinerários com conexão. Você pode sair do Brasil com uma companhia e continuar o trajeto em outra empresa com política própria. O fato de o power bank ter sido aceito no primeiro trecho não garante automaticamente a aceitação em todos os segmentos.
Para viagens internacionais, eu priorizaria um modelo com capacidade em Wh claramente impressa na carcaça, de fabricante identificável e confortavelmente abaixo dos 100 Wh.
O valor em Wh precisa estar escrito no power bank?
Ter essa informação claramente visível é muito recomendável.
A fiscalização precisa conseguir determinar a capacidade da bateria. Se o equipamento possui somente uma inscrição apagada, capacidade duvidosa ou nenhuma identificação, pode haver dificuldade para comprovar que ele está dentro dos limites.
Por isso, não remova a etiqueta e evite power banks sem especificações técnicas claras. Um produto de 20.000 mAh que também traz algo como 74 Wh gravado na carcaça elimina boa parte da ambiguidade.
Antes de viajar, fotografe a etiqueta ou tenha disponível a página oficial do fabricante caso precise confirmar algum dado, mas o ideal continua sendo que a própria bateria tenha as informações necessárias de forma legível.
Power bank de alta potência para notebook segue a mesma regra?
Sim. O limite para transporte aéreo é determinado pela energia armazenada em Wh, não pela potência máxima da porta USB-C.
Um power bank pode oferecer saída de 65 W, 100 W ou 140 W e ainda possuir bateria abaixo de 100 Wh. Isso acontece porque watts de saída e watt-hora da bateria medem coisas diferentes.
Um modelo de 24.000 mAh pode, por exemplo, possuir aproximadamente 88,8 Wh de energia e ao mesmo tempo oferecer USB-C PD de 140 W para carregar um notebook.
Portanto:
140 W de saída não significa bateria de 140 Wh.
É o valor em Wh da bateria que interessa para as regras de embarque.
Onde encontrar power banks para viagem
Se você pretende viajar de avião, prefira um power bank com capacidade claramente informada na carcaça e, de preferência, abaixo de 100 Wh para evitar complicações no embarque. Modelos de 10.000 mAh e 20.000 mAh costumam ficar dentro desse limite, mas sempre confira o valor oficial em Wh informado pelo fabricante.
Veja algumas opções disponíveis:
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Posso levar dois power banks?
Pelas orientações brasileiras de 2026, sim, até dois power banks por passageiro, observando a capacidade permitida. O Ministério de Portos e Aeroportos estabelece dois equipamentos de até 100 Wh, enquanto unidades acima dessa faixa estão sujeitas às restrições adicionais já mencionadas.
A LATAM também informa atualmente limite de dois power banks de até 100 Wh cada pessoa.
Não confunda esse limite específico de power banks com regras gerais para outros tipos de baterias ou dispositivos eletrônicos. Câmeras, notebooks, drones e baterias sobressalentes podem possuir regras próprias.
Power bank magnético também conta?
Sim.
Não importa se o carregador é:
- USB-C;
- USB-A;
- MagSafe;
- Qi2;
- magnético;
- com cabo integrado;
- ultrafino.
Se possui uma bateria interna destinada principalmente a fornecer energia para outro dispositivo, ele é tratado como power bank para transporte aéreo.
Um pequeno carregador magnético de 5.000 mAh geralmente fica muito abaixo do limite de 100 Wh, mas continua sujeito às regras de transporte na cabine.
Checklist antes de ir para o aeroporto
Antes de fechar a mochila, confira:
| Verificação | O que fazer |
|---|---|
| Capacidade | Procurar o valor em Wh |
| Até 100 Wh | Normalmente permitido seguindo as regras |
| 100–160 Wh | Consultar a companhia antes do voo |
| Acima de 160 Wh | Não levar |
| Quantidade | Conferir limite atual, em geral até 2 power banks |
| Mala despachada | Nunca colocar o power bank |
| Armazenamento | Manter em item pessoal acessível |
| Bagageiro superior | Evitar conforme as regras atuais |
| Durante o voo | Seguir a restrição da companhia |
| Estado da bateria | Não levar bateria inchada ou danificada |
| Terminais | Manter protegidos contra curto-circuito |
Faça essa verificação em casa. Descobrir que seu power bank de 30.000 mAh ultrapassa 100 Wh quando já está na fila do embarque é uma forma bastante pouco divertida de aprender eletricidade.
Perguntas frequentes
Pode levar power bank no avião?
Sim, dentro dos limites aplicáveis e apenas na cabine.
Power bank pode ir na mala despachada?
Não. As regras brasileiras atuais e a IATA proíbem power banks na bagagem despachada.
Power bank de 20.000 mAh pode levar no avião?
Normalmente sim. Com tensão nominal de 3,7 V, 20.000 mAh equivalem a aproximadamente 74 Wh, abaixo do limite de 100 Wh.
Power bank de 30.000 mAh pode levar?
Pode ultrapassar 100 Wh. Um modelo de 30.000 mAh a 3,7 V possui cerca de 111 Wh e pode exigir autorização ou ser proibido pela política específica da companhia.
Power bank de 10.000 mAh é permitido?
Normalmente sim. Em 3,7 V, corresponde a aproximadamente 37 Wh.
Quantos power banks posso levar?
As orientações brasileiras atuais estabelecem até dois por passageiro.
Posso carregar o power bank no USB do avião?
Não segundo as orientações atuais. A IATA também determina que ele não seja recarregado pela alimentação elétrica da aeronave.
Pode colocar power bank no bagageiro superior?
As orientações brasileiras de 2026 determinam que ele fique no item pessoal, sob o assento ou no bolsão do banco, e não no compartimento superior.
O que significa Wh?
Wh significa watt-hora e representa a quantidade de energia armazenada pela bateria.
mAh e Wh são a mesma coisa?
Não. É necessário conhecer também a tensão nominal para converter mAh em Wh.
Conclusão: afinal, pode levar power bank no avião?
Sim. Power banks continuam permitidos em viagens aéreas, mas as regras ficaram mais rígidas em 2026. No Brasil, eles devem viajar exclusivamente na cabine, e a orientação atual permite até dois carregadores portáteis de até 100 Wh por passageiro. Equipamentos na faixa de 100 a 160 Wh entram em uma categoria que pode exigir autorização da companhia, enquanto baterias acima de 160 Wh não são aceitas em voos de passageiros.
Os modelos mais comuns de 10.000 e 20.000 mAh normalmente ficam confortavelmente abaixo de 100 Wh. Já unidades de 30.000 mAh merecem atenção porque podem ultrapassar o limite. Sempre use o valor oficial em Wh informado pelo fabricante em vez de confiar exclusivamente em uma conversão aproximada.
Também não coloque o power bank na mala despachada. Se sua bagagem de mão precisar ser enviada ao porão no portão de embarque, retire a bateria antes. A IATA mantém essa orientação explicitamente.
As regras brasileiras atuais também exigem mais cuidado dentro da cabine. O power bank deve permanecer acessível no item pessoal e não deve ser colocado no compartimento superior. Além disso, as orientações de 2026 restringem seu uso e a recarga durante o voo.
Por último, verifique sempre a companhia aérea antes de viajar, principalmente se sua bateria ultrapassa 100 Wh ou se o voo é internacional. Operadores podem impor condições mais restritivas. A LATAM, por exemplo, informa em sua tabela de 2026 que aceita até dois power banks de no máximo 100 Wh por pessoa e proíbe unidades acima desse valor.
Para quem ainda vai comprar um carregador portátil pensando em viagens, escolher um modelo de boa procedência, com capacidade claramente indicada e abaixo de 100 Wh tende a ser o caminho mais simples.
Fontes e referências
Ministério de Portos e Aeroportos, Governo Federal, regras para transporte de power banks em 2026.
Publicação oficial de maio de 2026 com limites de quantidade, Wh, bagagem e localização dentro da cabine.
Consultar orientação oficial do Governo Federal
ANAC, Instrução Suplementar IS 175-001M.
Norma de 2026 sobre artigos perigosos, proteção contra curto-circuitos e requisitos para baterias de lítio e carregadores portáteis.
IATA, Safe Travel with Lithium Batteries.
Orientações internacionais para passageiros sobre power banks, bagagem de mão e limites de capacidade.
Consultar orientações da IATA sobre baterias em viagens
IATA, Guidance Document for Passengers Travelling with Lithium Batteries 2026.
Documento atualizado com limite de dois power banks, armazenamento, recarga e uso a bordo.
LATAM, Tabela de Artigos Perigosos Permitidos por Passageiros, edição 2026.
Documento atual da companhia com limite de dois power banks de até 100 Wh e política específica para modelos acima desse valor.
GOL Linhas Aéreas, regras de bagagem.
A empresa informa que power banks devem viajar exclusivamente na bagagem de mão e que as novas regras entraram em vigor em maio de 2026.
Consultar regras atuais de bagagem da GOL