Para descobrir se o roteador usa 5 V, 9 V ou 12 V, procure a indicação de alimentação na etiqueta localizada na parte inferior ou traseira do aparelho. Ela pode aparecer como Power, DC IN, Entrada ou Input, seguida da tensão, da corrente e do símbolo de corrente contínua. A etiqueta da fonte original e o manual do modelo também podem confirmar esses dados.
Não escolha uma fonte apenas porque o plugue encaixa. Dois adaptadores visualmente iguais podem fornecer tensões diferentes, ter polaridade invertida ou usar conectores com pequenas diferenças internas. Uma alimentação incorreta pode impedir a inicialização, provocar reinicializações e, nos casos mais graves, danificar o roteador.
Neste guia, você aprenderá a separar a tensão da tomada da tensão usada pelo aparelho, interpretar os números da fonte e conferir corrente, polaridade e conector. O mesmo cuidado vale ao instalar uma fonte substituta, um mini nobreak ou um cabo para power bank.
Resposta rápida: onde vejo a voltagem do roteador?
Desligue o equipamento e faça a verificação nesta ordem:
- Leia a etiqueta embaixo ou atrás do roteador.
- Procure uma informação como
9 V ⎓ 0,6 Aou12 V ⎓ 1 A. - Compare com a linha OUTPUT ou Saída da fonte original.
- Confirme a especificação no manual ou na página oficial do modelo exato.
- Antes de trocar a fonte, confira também a corrente, a polaridade e o tamanho do conector.
O valor escrito depois de OUTPUT na fonte é o que interessa ao roteador. A linha INPUT 100–240 V~ informa apenas em quais tomadas a fonte pode ser conectada. Ela não significa que o roteador recebe 100, 127, 220 ou 240 V.
5 V, 9 V e 12 V não são opções intercambiáveis
A tensão, medida em volts, é uma característica definida pelo projeto do aparelho. Um roteador marcado para 9 V deve receber a tensão indicada pelo fabricante. Não é seguro testar primeiro 5 V, depois 9 V e finalmente 12 V para descobrir qual “funciona”.
Com tensão abaixo da exigida, o equipamento pode não ligar, ficar preso em um ciclo de inicialização ou perder estabilidade quando o processador e o rádio Wi-Fi exigirem mais energia. Com tensão acima da especificada, existe risco de sobreaquecimento e dano imediato aos circuitos internos.
Até roteadores da mesma marca podem usar fontes muito diferentes. Como exemplos oficiais, o TP-Link TL-WR840N informa alimentação de 9 V e 0,6 A, enquanto o Archer C6 informa 12 V e 1 A. Já o roteador portátil TL-WR3602BE usa alimentação USB-C de 5 V e 3 A. Esses exemplos mostram por que não se deve deduzir a tensão pela marca, pelo número de antenas ou pelo padrão do Wi-Fi.
Primeiro método: leia a etiqueta do próprio roteador
A identificação mais direta costuma estar no próprio equipamento. Desconecte a fonte da tomada, espere alguns segundos e vire o roteador com cuidado. Não puxe os cabos de fibra óptica e não pressione o botão de restauração durante a inspeção.
Na etiqueta, procure termos como:
- Power;
- DC IN;
- Input ou Entrada;
- Power supply;
- um valor seguido por
VeA; - um símbolo de polaridade próximo à entrada redonda.
Uma marcação 12 V ⎓ 1 A, por exemplo, indica que o aparelho foi especificado para 12 volts em corrente contínua e demanda de até 1 ampere conforme a condição estabelecida pelo fabricante. O símbolo ⎓, representado por uma linha contínua sobre uma linha tracejada, indica corrente contínua. O símbolo ~ é usado para corrente alternada.
Fotografe a etiqueta com boa iluminação antes de recolocar o aparelho no lugar. Ampliar a foto no celular costuma ser mais seguro do que girar o roteador repetidamente com cabos curtos conectados.
Não confunda o modelo com o nome da rede
O nome que aparece na lista de Wi-Fi não é necessariamente o modelo do roteador. Ele pode ter sido alterado pelo morador, pelo instalador ou pela operadora. Procure na etiqueta campos como Model, Modelo, Model No. ou Ver.
A versão de hardware também pode importar. Um mesmo nome comercial pode ganhar revisões com fonte, acessórios ou documentação diferentes. Ao consultar o site da fabricante, selecione a versão indicada na etiqueta em vez de confiar apenas na fotografia do produto.
Segundo método: interprete a fonte original
A etiqueta do adaptador de energia normalmente tem duas informações principais: entrada e saída. Elas desempenham funções diferentes.
| Marcação encontrada | O que significa | Serve para identificar a tensão do roteador? |
|---|---|---|
INPUT 100–240 V~ 50/60 Hz | Faixa de tensão alternada aceita da tomada | Não |
OUTPUT 12 V ⎓ 1 A | Saída de baixa tensão fornecida ao aparelho | Sim |
| Símbolo com positivo, negativo e círculos | Polaridade do conector DC | Sim |
12 W | Potência nominal informada para a fonte ou o aparelho | Ajuda, mas não substitui os demais dados |
Em uma fonte com INPUT 100–240 V~ e OUTPUT 9 V ⎓ 0,6 A, a rede elétrica pode ser 127 V ou 220 V dentro da faixa indicada, mas a fonte converte essa energia e entrega 9 V em corrente contínua ao roteador.
Por isso, ler somente o número maior ou mais visível pode gerar um erro perigoso. Para descobrir a alimentação do roteador, localize especificamente OUTPUT ou Saída.
E se a etiqueta da fonte for diferente da etiqueta do roteador?
Não conecte a fonte. A divergência pode indicar que os adaptadores foram trocados, que alguém guardou uma fonte errada junto ao aparelho ou que você está comparando a fonte da ONU com a do roteador.
Considere a etiqueta e a documentação oficial do roteador como referência para a exigência do equipamento. A fonte candidata precisa atender a essa especificação completa. Se os dados estiverem ilegíveis ou contraditórios, procure o suporte da fabricante ou da operadora antes de testar.
Terceiro método: consulte o manual pelo modelo exato
Se a etiqueta estiver apagada, coberta ou difícil de interpretar, anote o modelo e a versão de hardware. Depois, pesquise o equipamento no site oficial da fabricante e abra a área de especificações ou o manual correspondente.
Procure expressões como:
- fonte de alimentação externa;
- alimentação;
- power supply;
- power input;
- DC output do adaptador incluído.
Evite usar como única referência anúncios de vendedores, respostas sem fonte em fóruns ou uma fonte anunciada como “universal para roteador”. Um título comercial pode reunir versões diferentes do produto, e uma fotografia genérica não confirma tensão, corrente nem polaridade.
Caso o roteador tenha sido fornecido pela operadora, o suporte técnico pode confirmar a fonte destinada àquele equipamento. Isso é especialmente importante quando o aparelho integra modem, roteador, telefonia e terminal óptico em uma única unidade.
Além da tensão: confira a corrente em amperes
Encontrar 5 V, 9 V ou 12 V é apenas a primeira parte. A corrente, indicada em amperes (A) ou miliamperes (mA), também deve ser verificada.
Se o roteador pede 12 V ⎓ 1 A, a fonte deve fornecer exatamente 12 V e ter capacidade de corrente igual ou superior à exigida, desde que todos os outros requisitos sejam compatíveis. Uma fonte regulada de 12 V e 2 A não empurra 2 A constantemente para o aparelho; ela disponibiliza até essa capacidade, e o circuito consome o necessário.
Já uma fonte de 12 V e 0,5 A pode ser insuficiente para um roteador que exige 1 A. O aparelho talvez acenda os LEDs e pareça funcionar sem tráfego, mas reinicie quando houver mais dispositivos conectados ou maior atividade no Wi-Fi.
Apesar dessa regra geral, a opção mais segura continua sendo a fonte original ou uma substituta aprovada para o modelo. Qualidade de regulação, nível de ruído elétrico, proteção contra sobrecorrente e comportamento em picos também influenciam o funcionamento.
Como converter miliamperes em amperes
Algumas etiquetas usam miliamperes. A conversão é simples:
- 500 mA = 0,5 A;
- 600 mA = 0,6 A;
- 1.000 mA = 1 A;
- 1.500 mA = 1,5 A;
- 2.000 mA = 2 A.
Assim, uma fonte de 9 V e 600 mA corresponde a 9 V e 0,6 A.
Potência ajuda a conferir, mas não resolve tudo
A potência elétrica pode ser calculada multiplicando a tensão pela corrente:
Potência (W) = tensão (V) × corrente (A)
Uma fonte marcada como 12 V e 1 A tem potência nominal de até 12 W. Uma fonte de 9 V e 0,6 A corresponde a até 5,4 W. Esses valores ajudam a avaliar cabos, saídas de bateria e autonomia, mas não tornam duas fontes equivalentes.
Uma fonte de 9 V e 2 A, por exemplo, não substitui uma de 12 V e 1 A apenas porque ambas têm valores de potência próximos. A tensão precisa continuar correta.
Além disso, o cálculo feito com a corrente nominal não significa que o roteador consuma aquela potência o tempo todo. O consumo real varia conforme atividade, portas em uso, rádios ativos, recursos USB e projeto do equipamento.
Confira a polaridade antes de conectar
Em fontes com conector cilíndrico, a etiqueta costuma exibir um desenho com um ponto central e um anel externo ligados aos sinais positivo e negativo. Esse símbolo informa qual contato é positivo e qual é negativo.
A configuração com positivo no centro é comum, mas não deve ser presumida. Se a polaridade da fonte for oposta à do roteador, o fato de tensão e corrente estarem corretas não torna a conexão segura. A inversão pode impedir o funcionamento ou danificar componentes.
Compare visualmente o símbolo da fonte original com o do roteador e com o da fonte substituta. Se não conseguir interpretar o desenho, peça a confirmação a um técnico. Não faça emendas nem inverta fios manualmente para “corrigir” uma fonte doméstica.
O conector também precisa ser compatível
Muitos roteadores usam um plugue cilíndrico popularmente chamado de P4, mas essa denominação não garante uma medida única. Existem diferenças no diâmetro externo, no diâmetro interno, no comprimento e no encaixe do pino central.
Um conector pode entrar parcialmente e perder contato quando o cabo se move. Outro pode parecer quase correto, mas alargar ou danificar a entrada do aparelho. Também há conectores fisicamente iguais com tensão ou polaridade diferentes.
Para conferir:
- Consulte a medida indicada no manual ou na fonte original.
- Compare o diâmetro externo e interno do plugue.
- Verifique se o encaixe é firme, sem folga excessiva.
- Nunca force um conector que oferece resistência incomum.
- Não considere o encaixe como prova de compatibilidade elétrica.
Quando a medida não estiver documentada, uma assistência técnica pode identificar o conector com instrumento apropriado. Tentar várias pontas de uma fonte universal com o aparelho energizado aumenta o risco de curto-circuito e mau contato.
O roteador é 127 V ou 220 V?
Na maioria dos roteadores domésticos com adaptador externo, quem se conecta diretamente à rede de 127 V ou 220 V é a fonte. O roteador recebe a baixa tensão contínua produzida por ela, como 9 V ou 12 V.
Muitas fontes modernas informam entrada de 100–240 V~ 50/60 Hz, o que indica operação automática nas redes residenciais abrangidas por essa faixa. Ainda assim, é necessário ler a etiqueta: nem toda fonte antiga ou especial é automaticamente bivolt.
Um adaptador ser bivolt na entrada não altera a sua saída. Uma fonte com entrada de 100–240 V e saída de 12 V continuará entregando os 12 V definidos, esteja ligada a uma tomada adequada de 127 V ou 220 V.
Não ligue a entrada DC do roteador diretamente à tomada e não use adaptadores improvisados de plugue como se eles convertessem tensão. Adaptar o formato de uma tomada não substitui uma fonte de alimentação.
Como diferenciar as fontes do roteador e da ONU
Em instalações de fibra, pode haver pelo menos dois aparelhos próximos: a ONU ou ONT, que recebe o sinal óptico, e o roteador Wi-Fi. Às vezes, a operadora instala um equipamento integrado; em outras, são caixas separadas.
As duas fontes podem ter conectores semelhantes e especificações diferentes. Ao retirar os cabos para limpar ou reorganizar o móvel, identifique cada adaptador antes de desconectar. Uma etiqueta simples no cabo, como “roteador” e “ONU”, reduz o risco de troca.
Se as fontes já estiverem misturadas, confira cada aparelho e cada saída individualmente. Não conclua que ambos usam 12 V apenas porque estavam na mesma extensão. Além da tensão, compare corrente, polaridade e conector.
O que muda nos roteadores alimentados por USB?
Alguns roteadores portáteis e de viagem recebem 5 V por Micro-USB ou USB-C. Neles, pode ser possível usar uma fonte USB ou power bank, mas o formato do conector ainda não revela sozinho tudo o que o equipamento exige.
Uma porta USB-C pode trabalhar com diferentes capacidades e, quando há USB Power Delivery, pode negociar perfis de alimentação entre a fonte e o dispositivo. Cabos USB-C também não têm todos a mesma capacidade. A documentação oficial do roteador deve informar a tensão, a corrente e os padrões aceitos.
O TP-Link TL-WR3602BE, por exemplo, especifica 5 V e 3 A por USB-C e recomenda uma fonte ou power bank compatível. Isso não significa que todo roteador USB-C funcione nas mesmas condições, nem que qualquer carregador de celular seja suficiente.
Evite cabos “gatilho” ou conversores que prometem transformar uma porta USB em 9 V ou 12 V sem esclarecer o protocolo, a corrente e a polaridade. O fato de o conector chegar ao roteador não confirma uma negociação correta nem uma saída estável.
E se o aparelho usar PoE?
Alguns pontos de acesso, roteadores especiais e equipamentos de rede podem receber energia pelo próprio cabo Ethernet. Essa alimentação é conhecida como PoE.
PoE não deve ser tratado como sinônimo de uma fonte DC comum. Existem padrões que realizam detecção e negociação, além de sistemas passivos que podem aplicar tensão diretamente aos condutores. Usar um injetor passivo qualquer em um equipamento não compatível pode causar dano.
Consulte o padrão, a tensão, a pinagem e a documentação do modelo exato. Se o aparelho possui simultaneamente uma entrada redonda e uma porta Ethernet com alimentação, não use as duas sem autorização expressa do fabricante.
Como escolher uma fonte substituta para o roteador
Perder ou danificar a fonte original não obriga a trocar todo o roteador, mas a substituição deve atender ao conjunto completo de requisitos.
Use este checklist:
- Tensão de saída: exatamente a indicada para o roteador.
- Tipo de corrente: contínua ou alternada conforme a especificação; roteadores domésticos normalmente usam DC, mas confirme.
- Corrente disponível: igual ou superior à exigida pelo aparelho.
- Polaridade: idêntica à indicada na etiqueta.
- Conector: mesmas dimensões e encaixe correto.
- Saída regulada: tensão estável dentro da especificação.
- Entrada da tomada: compatível com a rede elétrica local.
- Qualidade e procedência: fabricante identificável, informações legíveis e proteções adequadas.
- Estado do cabo: sem cortes, emendas, pinos tortos ou partes expostas.
- Aprovação para o modelo: preferência pela peça original ou por uma substituta indicada pelo fabricante.
Uma fonte anunciada como universal exige atenção adicional. Seletores de tensão podem ser mudados acidentalmente, pontas reversíveis podem alterar a polaridade e adaptadores frouxos podem provocar interrupções. Configure tudo com a fonte fora da tomada e só use o produto se o manual confirmar a aplicação.
Posso medir a fonte com um multímetro?
Um multímetro pode confirmar parte das características de uma saída DC, mas não deve ser o primeiro método para quem não possui treinamento. Encostar as pontas incorretamente pode causar curto-circuito, e a medição sem carga não prova que a fonte mantém tensão estável quando o roteador exige corrente.
O instrumento também não resolve sozinho dúvidas sobre a corrente disponível, a medida do conector, a qualidade da regulação ou a compatibilidade com protocolos USB. Por isso, etiqueta, manual e suporte oficial continuam sendo as referências principais.
Nunca abra a fonte para fazer medições ou reparos. Mesmo desconectada, ela pode conter componentes capazes de reter energia. Se houver necessidade de diagnóstico elétrico, leve o conjunto a um profissional qualificado.
Sinais de fonte errada, fraca ou defeituosa
Problemas de alimentação nem sempre deixam o roteador completamente apagado. Observe sinais como:
- LEDs piscando em um ciclo repetitivo de inicialização;
- reinicializações quando vários dispositivos usam a rede;
- Wi-Fi desaparecendo e retornando sem intervenção;
- perda de conexão ao movimentar o cabo;
- fonte excessivamente quente;
- ruído agudo, estalos ou cheiro de queimado;
- plugue frouxo ou escurecido;
- roteador que liga com algumas funções, mas não conclui a inicialização.
Esses sintomas também podem ter outras causas, mas justificam interromper o uso se houver calor anormal, odor, ruído elétrico ou dano visível. Desconecte o conjunto com segurança e substitua a fonte somente depois de confirmar todos os parâmetros.
Se o roteador reinicia, mas a fonte tem as especificações corretas, teste uma tomada em bom estado, retire extensões duvidosas e verifique se o adaptador é original. Persistindo o problema, o defeito pode estar na fonte, no conector do aparelho ou no próprio roteador.
Como conferir um mini nobreak antes de ligar
O mini nobreak também precisa entregar a tensão esperada pelo roteador. Modelos com seletor de 5 V, 9 V e 12 V não detectam necessariamente a tensão correta por conta própria. Uma seleção errada pode aplicar 12 V a um aparelho de 9 V.
Antes da conexão:
- Leia a entrada do roteador.
- Configure a saída correta com o mini nobreak desligado.
- Confira a corrente disponível em cada porta.
- Verifique polaridade e conector.
- Some as cargas apenas quando a documentação permitir alimentar mais de um aparelho.
- Identifique separadamente as saídas destinadas à ONU e ao roteador.
Para entender autonomia, troca automática e compatibilidade, leia também como funciona o mini nobreak para roteador e quando ele vale a pena.
Um power bank comum funciona em roteador de 9 V ou 12 V?
Uma saída USB convencional costuma começar em 5 V. Um cabo passivo que apenas troca o formato USB pelo conector cilíndrico não cria automaticamente 9 V ou 12 V. Para outras tensões, pode ser necessário um conversor regulado ou uma negociação compatível com o power bank e com o protocolo usado.
Ainda é preciso conferir corrente, potência, polaridade, tamanho do plugue e estabilidade. Alguns power banks desligam quando entendem que o consumo está baixo, não fornecem a potência anunciada em todas as portas ao mesmo tempo ou interrompem a saída ao começar e terminar a recarga.
O artigo é possível ligar o roteador em um power bank? explica esses cenários com mais detalhes. A regra prática continua sendo: não conecte um roteador de 9 V ou 12 V diretamente a uma saída de 5 V apenas porque existe um cabo com os dois formatos.
Situações comuns e a decisão mais segura
A fonte original foi perdida
Leia o próprio roteador, identifique modelo e versão e confirme os dados no site oficial. Compre uma fonte compatível com todos os parâmetros, não apenas com a tensão mencionada no anúncio.
Há várias fontes parecidas em uma caixa
Separe os adaptadores e compare um por um. Não teste por tentativa. Uma fonte de caixa de som, câmera ou equipamento de TV pode usar o mesmo conector com outra tensão ou polaridade.
A etiqueta mostra apenas 100–240 V
Provavelmente você está lendo a linha de entrada da fonte. Procure a linha OUTPUT. Se o valor de saída estiver apagado, não use o adaptador até identificá-lo corretamente.
A fonte correta encaixa, mas o roteador reinicia
Confira se a corrente é suficiente, se o conector está firme e se a fonte mantém a tensão sob carga. Uma fonte envelhecida ou de baixa qualidade pode falhar mesmo com números aparentemente compatíveis.
O mini nobreak possui três tensões selecionáveis
Descubra primeiro a tensão no roteador e configure a saída antes de conectar. Proteja o seletor contra mudança acidental e confira se cada porta entrega corrente suficiente.
O roteador e a ONU usam 12 V
Isso não garante que possam usar a mesma saída. Some a corrente exigida pelos aparelhos, confira a capacidade total e individual do sistema e mantenha a polaridade e os conectores corretos. Siga o manual do nobreak.
A fonte informa 12 V e corrente maior que a original
Em uma fonte regulada e compatível, corrente disponível maior costuma ser aceitável; a tensão deve continuar exatamente correta. Confirme também polaridade, conector, qualidade e aprovação do fabricante.
Erros que devem ser evitados
- escolher a fonte apenas pelo encaixe do plugue;
- confundir
INPUT 100–240 Vcom a tensão do roteador; - acreditar que todos os roteadores de uma marca usam a mesma fonte;
- testar 5 V, 9 V e 12 V em sequência;
- usar corrente menor porque o roteador “chegou a ligar”;
- ignorar o símbolo de polaridade;
- forçar uma ponta cilíndrica quase compatível;
- trocar as fontes da ONU e do roteador sem conferir;
- deixar um seletor de tensão acessível depois da instalação;
- fazer emendas com fios expostos;
- abrir uma fonte de tomada para tentar consertá-la;
- considerar qualquer porta USB-C como fonte automática de 9 V ou 12 V.
Checklist antes de energizar o roteador
Faça uma última conferência com tudo ainda desligado:
- Identifiquei o modelo e, quando aplicável, a versão de hardware.
- Li a tensão na etiqueta do próprio roteador.
- Confirmei a especificação no manual ou site oficial.
- Estou usando a linha OUTPUT da fonte, não a linha INPUT.
- A tensão da fonte é exatamente a exigida.
- A corrente disponível atende ou supera a exigência.
- A polaridade é idêntica.
- O conector possui a medida correta e encaixa sem força.
- O cabo não tem emendas, partes expostas ou danos.
- A fonte é regulada e possui procedência identificável.
- ONU e roteador não tiveram suas fontes trocadas.
- Qualquer mini nobreak ou conversor foi configurado antes da conexão.
Se algum item permanecer incerto, não ligue. Uma confirmação no manual ou no suporte custa menos do que substituir um roteador danificado.
Perguntas frequentes
Posso usar uma fonte de 12 V em um roteador de 9 V?
Não. A tensão deve ser a especificada para o aparelho. Aplicar 12 V em uma entrada de 9 V pode causar sobreaquecimento e dano aos circuitos.
Posso usar uma fonte de 9 V em um roteador de 12 V?
Não é recomendado. A tensão insuficiente pode impedir a inicialização ou provocar instabilidade e reinicializações, especialmente sob maior carga.
Uma fonte de 12 V e 2 A substitui uma de 12 V e 1 A?
Em geral, uma fonte regulada de 12 V capaz de fornecer 2 A pode atender um equipamento que exige 1 A, porque o aparelho consome a corrente necessária. Porém, polaridade, conector, qualidade e demais requisitos também precisam ser iguais, e a orientação do fabricante deve prevalecer.
Posso usar uma fonte com menos amperes?
Não. Ela pode aquecer, perder regulação ou não sustentar o roteador durante picos de consumo. Use capacidade igual ou superior à exigida.
Todo conector P4 de roteador é igual?
Não. O nome P4 é usado de maneira ampla no comércio, mas há variações de diâmetro interno, diâmetro externo e comprimento. Confirme a medida e a polaridade.
Como sei se a fonte é bivolt?
Leia a linha INPUT. Uma marcação como 100–240 V~ 50/60 Hz indica uma faixa de entrada que abrange 127 V e 220 V. A saída para o roteador permanece a indicada na linha OUTPUT.
A tensão aparece nas configurações do Wi-Fi?
Normalmente não. A informação confiável fica na etiqueta física, no adaptador original, no manual ou na página oficial do modelo.
Posso descobrir a tensão pela quantidade de antenas?
Não. Número de antenas, velocidade anunciada, Wi-Fi 5, Wi-Fi 6 e aparência não determinam a fonte. Modelos parecidos podem usar tensões e correntes diferentes.
O roteador liga, então a fonte está correta?
Não necessariamente. Uma fonte incompatível ou insuficiente pode permitir que os LEDs acendam e ainda causar falhas sob carga. Confira os dados mesmo que o aparelho aparente funcionar.
A fonte da ONU pode alimentar o roteador?
Somente se todas as especificações forem compatíveis e o fabricante permitir. Conector parecido e mesma tensão não bastam; corrente e polaridade também precisam corresponder.
Posso deixar uma fonte universal no roteador?
Somente se ela for regulada, tiver qualidade adequada e estiver configurada com tensão, corrente, polaridade e conector corretos. Fontes com seletores e pontas reversíveis exigem atenção extra contra alterações acidentais.
Conclusão: confirme quatro dados, não apenas a voltagem
Para descobrir se o roteador usa 5 V, 9 V ou 12 V, comece pela etiqueta do próprio aparelho e confirme a informação na saída da fonte original ou no manual oficial. A linha INPUT da fonte descreve a tomada; a linha OUTPUT descreve o que ela entrega ao roteador.
Antes de conectar uma fonte substituta, confira quatro pontos indispensáveis: tensão exata, corrente suficiente, polaridade correta e conector compatível. Se um deles não puder ser confirmado, não faça testes por tentativa.
Essa verificação também deve ser feita ao instalar um mini nobreak, power bank, conversor USB ou sistema que alimente roteador e ONU ao mesmo tempo. Identificar corretamente a alimentação protege o equipamento e evita atribuir ao Wi-Fi um problema que, na realidade, está na fonte.