Televisão, roteador e videogame costumam acabar conectados no mesmo móvel.
A TV ocupa uma tomada.
O console ocupa outra.
O roteador e a ONU precisam de mais duas.
Quando faltam tomadas na parede, a primeira solução encontrada muitas vezes é comprar uma extensão simples com quatro ou cinco saídas.
Ela resolve o problema de espaço.
Mas não necessariamente oferece proteção adequada para os equipamentos conectados.
Para aparelhos eletrônicos como televisão, roteador e videogame, o ideal é procurar um protetor eletrônico de boa procedência que possua proteção contra surtos elétricos e contra sobrecorrente, respeitando a corrente e a potência máximas suportadas pelo produto.
Em outras palavras, não procure apenas uma “régua com várias tomadas”.
Procure um equipamento que realmente possua componentes de proteção.
Existem modelos com quatro, cinco, seis ou oito tomadas que incluem varistores ou outros componentes destinados a limitar surtos de tensão, além de fusível ou chave rearmável para proteção contra sobrecarga e curto-circuito.
Produtos como o iCLAMPER Energia 5, por exemplo, são classificados pelo fabricante como DPS Classe III para proteção próxima aos equipamentos. Já linhas de protetores eletrônicos da Intelbras utilizam varistor combinado com fusível ou chave de proteção contra sobrecorrente.
Mas isso não significa que qualquer produto que pareça um filtro de linha ofereça a mesma proteção.
Neste artigo, vamos entender qual protetor eletrônico escolher para TV, roteador e videogame, quanto de potência ele precisa suportar e quais características realmente importam.
Posso ligar TV, roteador e videogame no mesmo protetor eletrônico?
Sim, desde que a potência e a corrente totais dos equipamentos fiquem dentro do limite especificado pelo protetor.
Esse é um cenário bastante comum.
Você poderia ter, por exemplo:
- televisão;
- PlayStation ou Xbox;
- roteador;
- ONU da fibra;
- soundbar;
- outro dispositivo de streaming.
Todos conectados a um único protetor eletrônico com quantidade suficiente de tomadas.
O ponto fundamental é não ultrapassar a capacidade elétrica do produto.
Um protetor eletrônico Intelbras EPE 2003, por exemplo, possui corrente máxima especificada de 10 A e potência máxima de 1.270 W em 127 V ou 2.200 W em 220 V.
Portanto, não é simplesmente o número de tomadas disponíveis que determina quantos equipamentos podem ser conectados.
A carga total também precisa ser considerada.
Quanto TV, roteador e videogame costumam consumir?
O consumo varia bastante conforme o modelo.
Como referência geral, a ferramenta atual de dimensionamento de nobreaks da Schneider Electric utiliza faixas aproximadas como:
TV: 50 a 200 W;
roteador ou switch: 10 a 30 W;
sistema de jogos: 300 a 500 W.
Esses números não devem ser usados como especificações do seu aparelho, mas ajudam a visualizar a ordem de grandeza.
Utilizando o extremo superior dessas referências:
TV: 200 W;
videogame: 500 W;
roteador: 30 W.
Teríamos aproximadamente:
730 W.
Mesmo adicionando uma ONU ou outro pequeno dispositivo, uma instalação desse tipo geralmente permanece abaixo da capacidade de muitos protetores residenciais de 10 A.
Mas você deve verificar os equipamentos reais antes de decidir.
Como saber a potência dos meus aparelhos?
Observe a etiqueta traseira ou a fonte de alimentação.
Você pode encontrar informações como:
100 W;
200 W;
12 V / 2 A;
100-240 V / determinada corrente.
O manual do produto também pode indicar consumo máximo.
Para uma avaliação conservadora, utilize a potência máxima declarada pelo fabricante.
Depois some os aparelhos que serão ligados simultaneamente.
Isso permite comparar a carga com a capacidade do protetor.
Protetor eletrônico e extensão são a mesma coisa?
Não necessariamente.
Uma extensão simples basicamente leva energia de uma tomada para vários pontos.
Ela pode ter:
cabo;
plugue;
várias tomadas;
chave liga/desliga.
Mas isso não significa automaticamente que exista proteção contra surtos.
Um protetor eletrônico acrescenta circuitos destinados a proteger os aparelhos contra determinados problemas elétricos.
Por isso, a aparência externa pode enganar.
Dois produtos podem parecer quase iguais.
Um pode possuir apenas tomadas paralelas.
O outro pode incluir:
DPS;
varistor;
proteção térmica;
fusível;
microdisjuntor;
filtragem de ruído.
Leia as especificações.
E filtro de linha?
O termo “filtro de linha” é utilizado de maneira bastante ampla no mercado.
Alguns filtros possuem realmente componentes para atenuar interferências e proteger contra surtos.
Outros produtos comercializados popularmente como filtro de linha são pouco mais do que extensões com fusível.
Por isso, não escolha apenas porque a embalagem diz:
“Filtro de Linha”.
Procure informações técnicas concretas sobre a proteção oferecida.
O que procurar em um bom protetor eletrônico?
Para TV, roteador e videogame, eu procuraria principalmente:
- proteção contra surtos de tensão;
- proteção contra sobrecarga;
- proteção contra curto-circuito;
- corrente adequada à instalação;
- tomadas no padrão brasileiro;
- material de boa qualidade;
- indicação clara das especificações;
- fabricante conhecido;
- garantia;
- quantidade adequada de tomadas.
Recursos adicionais podem incluir:
filtro contra interferência;
indicador de funcionamento;
chave rearmável;
proteção térmica;
espaçamento maior entre tomadas.
O importante é saber o que o produto realmente possui internamente.
O que é um surto elétrico?
Um surto é uma elevação de tensão muito rápida e de curta duração.
Pode ser causado por situações como:
descargas atmosféricas;
manobras da rede elétrica;
ligamento e desligamento de determinadas cargas;
falhas na rede.
A Schneider Electric explica que surtos são sobretensões transitórias capazes de danificar equipamentos eletrônicos e que DPS são desenvolvidos para limitar ou desviar essa energia.
Esses eventos podem durar muito pouco.
Mas componentes eletrônicos sensíveis também podem ser danificados em períodos extremamente curtos.
O que é DPS?
DPS significa:
Dispositivo de Proteção contra Surtos.
Sua função não é fornecer energia quando falta eletricidade.
Também não é simplesmente impedir que muita corrente seja puxada pelos equipamentos.
Seu objetivo principal é atuar contra sobretensões transitórias.
Existem diferentes classes de DPS utilizadas em diferentes pontos da instalação elétrica.
A Schneider Electric divide aplicações em classes I, II e III, com dispositivos Classe III destinados à proteção adicional próxima aos equipamentos.
Um protetor de tomada pode ser DPS Classe III?
Sim, existem produtos desse tipo.
O iCLAMPER Energia 5, por exemplo, é especificado pelo fabricante como DPS Classe III de acordo com IEC 61643-11 e foi desenvolvido para proteção de equipamentos conectados diretamente à rede elétrica.
Isso faz sentido para:
televisores;
computadores;
monitores;
home theater;
videogames;
roteadores;
outros eletrônicos.
Ele fica próximo ao aparelho como uma camada final de proteção.
Então basta um protetor eletrônico e minha casa está protegida contra raios?
Não.
Essa é uma conclusão perigosa.
Proteção contra surtos deve ser vista em camadas.
Um pequeno protetor conectado à tomada atua próximo ao equipamento.
A instalação elétrica também pode possuir DPS no quadro de distribuição.
Em locais sujeitos a descargas atmosféricas, outras medidas podem ser necessárias.
A Schneider Electric descreve DPS Classe I e II para níveis anteriores da instalação e Classe III próximo aos equipamentos.
Portanto, um protetor de tomada não substitui uma instalação elétrica corretamente projetada.
E se cair um raio diretamente na casa?
Nenhum pequeno filtro de tomada deve ser tratado como garantia absoluta contra qualquer descarga atmosférica direta.
A quantidade de energia envolvida pode ser enorme.
Para proteção mais completa entram em cena:
sistema de aterramento;
DPS coordenados;
proteção do quadro;
instalação elétrica adequada;
SPDA quando exigido.
Se existe preocupação real com descargas atmosféricas ou instalação antiga, procure um eletricista qualificado para avaliar a residência.
Não abra o quadro elétrico para instalar DPS sem conhecimento técnico.
Aterramento é importante?
Sim.
Uma instalação elétrica correta é parte essencial da proteção.
Diversos sistemas DPS utilizam caminhos entre fase, neutro e terra para lidar com surtos.
O iCLAMPER Energia 5, por exemplo, especifica proteção entre Linha-Neutro, Linha-Linha, Linha-Terra e Neutro-Terra.
Isso não significa que um produto se torne automaticamente inútil em qualquer instalação sem terra.
A arquitetura de proteção varia.
Mas não trate ausência de aterramento como algo irrelevante.
Se a residência não possui aterramento adequado, vale avaliar a instalação com um profissional.
Protetor eletrônico evita sobrecarga?
Modelos adequados podem possuir esse recurso.
A Intelbras utiliza, por exemplo, fusíveis ou chaves inteligentes rearmáveis em diferentes linhas EPE para proteção contra curto-circuito e sobrecarga, combinadas com varistores para surtos.
É importante entender que são proteções diferentes.
Varistor ou DPS
Atua contra surtos de tensão.
Fusível ou chave de proteção
Atua quando existe sobrecorrente ou curto dentro das condições previstas pelo equipamento.
Um recurso não substitui necessariamente o outro.
Fusível ou chave rearmável: qual é melhor?
Ambos podem oferecer proteção contra sobrecorrente quando corretamente dimensionados.
A diferença aparece principalmente na praticidade.
Em um protetor com fusível, ele pode precisar ser substituído após atuar.
Em modelos com chave rearmável, normalmente é possível corrigir a causa da sobrecarga e rearmar o dispositivo.
A Intelbras utiliza os dois sistemas em linhas diferentes.
O EPE 1004, por exemplo, utiliza fusível.
Já o EPE 205+ utiliza uma chave inteligente rearmável.
Para uso doméstico, a chave rearmável pode ser mais prática.
Mas os dois sistemas precisam ser utilizados dentro das especificações do fabricante.
Quantas tomadas devo escolher?
Conte os equipamentos.
Imagine um rack de televisão:
- TV.
- Videogame.
- Roteador.
- ONU.
- Soundbar.
Você já precisa de cinco conexões.
Nesse caso, comprar um protetor com exatamente três tomadas não faz sentido.
Eu deixaria alguma margem para expansão.
Um modelo de cinco ou seis tomadas pode ser mais prático.
Mas evite comprar simplesmente o produto com maior quantidade possível se ele ficará completamente escondido e cheio de cabos.
Organização também importa.
Fontes grandes podem bloquear outras tomadas
Sim.
Roteadores, TV Boxes e outros aparelhos às vezes utilizam fontes grandes.
Quando as tomadas do protetor ficam muito próximas, uma fonte pode bloquear a conexão ao lado.
Por isso alguns produtos possuem tomadas espaçadas ou posicionadas em ângulos diferentes.
O iCLAMPER Energia 5 utiliza tomadas posicionadas a 45 graus, enquanto diferentes protetores Intelbras possuem saídas afastadas justamente para facilitar a conexão de fontes maiores.
Esse pequeno detalhe pode fazer bastante diferença atrás de um rack.
10 A é suficiente?
Para TV, roteador e um console doméstico, geralmente a carga fica bastante abaixo de 10 A.
Mas faça a conta da sua instalação.
Em um protetor especificado para 10 A, a Intelbras informa como exemplo:
1.270 W em 127 V;
2.200 W em 220 V.
Não utilize esses números em outro produto sem conferir sua própria especificação.
Cada protetor possui limites definidos pelo fabricante.
Posso usar um protetor de 10 A numa tomada de 20 A?
Fisicamente existem diferenças no padrão brasileiro.
O Inmetro informa que a NBR 14136 utiliza pinos de 4,0 mm para correntes nominais de até 10 A e pinos de 4,8 mm para equipamentos acima de 10 A até 20 A.
Mais importante do que a tomada da parede ser capaz de receber cargas maiores é respeitar o limite do próprio protetor.
Um protetor de 10 A continua sendo de 10 A mesmo instalado em um circuito capaz de fornecer 20 A.
A tomada da parede não aumenta a capacidade do protetor.
Nunca force plugue de 20 A
Se determinado aparelho utiliza plugue de 20 A, não use adaptadores improvisados para colocá-lo em um protetor de 10 A.
A diferença física dos pinos existe justamente para distinguir capacidades.
Para TV, roteador e videogames comuns, normalmente os equipamentos utilizam conexões compatíveis com circuitos de menor corrente.
Mas confirme cada aparelho.
Posso ligar uma régua em outra?
Evite criar cascatas de extensões e protetores.
Por exemplo:
tomada → extensão → filtro → benjamim → equipamentos.
Isso aumenta conexões, desorganização e pontos potenciais de aquecimento ou mau contato.
O ideal é utilizar um protetor com:
quantidade suficiente de tomadas;
cabo com comprimento apropriado;
capacidade adequada.
Se faltam tomadas constantemente, talvez a solução correta seja aumentar o número de pontos na instalação elétrica.
Posso usar benjamim junto?
Também não é a melhor solução.
O popular adaptador em “T” multiplica as conexões físicas, mas pode concentrar vários aparelhos em um único ponto e criar uma instalação mecânica ruim.
Se você precisa conectar vários eletrônicos permanentemente, um protetor eletrônico adequado e corretamente dimensionado é mais organizado.
Protetor eletrônico protege contra falta de energia?
Não.
Quando a energia acaba:
a TV desliga;
o videogame desliga;
o roteador desliga.
O protetor não possui bateria.
Ele atua contra determinados distúrbios elétricos, mas não cria energia durante um apagão.
Para manter equipamentos funcionando, precisamos falar de nobreak.
Qual a diferença entre protetor e nobreak?
O protetor eletrônico pode proteger contra surtos e sobrecorrentes conforme seus recursos.
O nobreak acrescenta bateria.
A Schneider Electric define justamente essa diferença: protetores contra surtos não fornecem energia durante uma interrupção, enquanto um UPS ou nobreak utiliza bateria para manter os equipamentos funcionando durante a falta de energia.
Portanto:
quer proteger contra surtos? Protetor eletrônico.
quer continuar funcionando durante apagões? Nobreak.
Qual é melhor para roteador?
Depende do objetivo.
Se você quer apenas proteção elétrica:
protetor eletrônico.
Se quer que o Wi-Fi continue funcionando quando faltar energia:
mini nobreak ou nobreak convencional.
Um protetor eletrônico não manterá o roteador ligado.
E para videogame?
Um protetor eletrônico de qualidade é uma solução interessante quando seu objetivo é proteção contra surtos.
Já um nobreak pode fornecer tempo adicional durante uma queda de energia.
Isso pode ser especialmente útil para evitar desligamento repentino durante:
jogos;
atualizações;
salvamentos;
downloads;
processos do sistema.
Mas o nobreak precisa ser corretamente dimensionado para o console e os demais equipamentos conectados.
Posso ligar TV e videogame no mesmo nobreak?
Sim, se a potência do nobreak for suficiente.
O problema é que uma TV e um videogame podem formar uma carga significativamente maior do que apenas um roteador.
A Schneider utiliza como referências típicas:
TV: 50 a 200 W;
sistema de jogos: 300 a 500 W.
Isso pode representar centenas de watts antes mesmo de adicionar outros aparelhos.
Quanto maior a carga, menor tende a ser a autonomia da bateria.
Estabilizador é a mesma coisa?
Não.
Estabilizador, protetor contra surtos e nobreak são categorias diferentes.
O estabilizador é voltado à regulação da tensão dentro das características do equipamento.
O protetor eletrônico é utilizado principalmente contra eventos como surtos e sobrecorrentes conforme seus recursos.
O nobreak acrescenta energia de bateria.
A Schneider diferencia explicitamente filtros de linha, estabilizadores e nobreaks em sua documentação de proteção elétrica.
Para simplesmente conectar TV, videogame e roteador atuais, não compre automaticamente um estabilizador imaginando que ele seja obrigatório.
Primeiro defina qual problema você precisa resolver.
O que significa Joules no protetor?
É uma medida relacionada à energia.
Alguns fabricantes informam a quantidade de energia associada à capacidade de proteção contra surtos.
Por exemplo, o Intelbras EPE 2003 especifica máxima absorção de 147 J.
Mas evite escolher um protetor usando apenas o maior número de joules.
A arquitetura do produto também importa:
tensão de atuação;
tipo de DPS;
proteção térmica;
desconexão;
coordenação;
construção.
Comparar dois produtos apenas pelo número de joules pode ser simplista demais.
DPS possui vida útil?
Sim.
Componentes utilizados para proteção contra surtos podem sofrer desgaste conforme absorvem eventos.
A Schneider observa que dispositivos DPS possuem vida útil e podem precisar de substituição.
Alguns protetores possuem indicadores de estado.
Consulte o manual.
Se o fabricante informar que a proteção chegou ao fim da vida útil, substitua o produto.
Não mantenha uma régua durante décadas simplesmente porque as tomadas continuam fornecendo energia.
Preciso desligar tudo durante tempestade?
Um sistema adequado de proteção reduz riscos, mas nenhum pequeno acessório oferece garantia absoluta contra todos os eventos possíveis.
Se houver uma tempestade severa e você puder desconectar equipamentos sensíveis com segurança, essa continua sendo uma forma de isolamento físico.
Nunca manipule tomadas ou equipamentos em condições perigosas, áreas molhadas ou durante situações que possam representar risco pessoal.
A proteção do equipamento nunca deve ser colocada acima da segurança de quem está utilizando a instalação.
E o cabo de internet?
Existe outro detalhe.
Surtos podem alcançar equipamentos através de caminhos diferentes da tomada elétrica.
Dependendo da infraestrutura, isso pode envolver:
cabos de dados;
antenas;
linhas telefônicas;
outros condutores externos.
Alguns sistemas de proteção também possuem módulos específicos para linhas de dados.
A Schneider, por exemplo, possui soluções de proteção contra surtos tanto para alimentação quanto para linhas de comunicação.
Isso se torna mais relevante em instalações específicas.
Para fibra óptica existe esse risco pelo próprio cabo?
Fibra óptica transmite dados através de luz e não é um condutor elétrico convencional.
Mas a ONU, roteador e outros equipamentos continuam conectados à rede elétrica.
Portanto, ainda faz sentido protegê-los pelo lado da alimentação.
O protetor eletrônico aumenta a vida útil dos aparelhos?
É melhor dizer que ele pode reduzir a exposição a determinados eventos elétricos capazes de causar dano.
Não existe como prometer que uma televisão durará mais anos apenas porque foi conectada a determinado protetor.
Equipamentos podem falhar por muitas causas.
Mas reduzir riscos relacionados a surtos e sobrecorrente é uma camada de proteção racional.
Qual protetor eu usaria para um rack de TV?
Para um conjunto com:
TV;
videogame;
roteador;
ONU;
soundbar;
eu procuraria um protetor eletrônico de 5 ou 6 tomadas, com:
DPS ou varistor especificado para surtos;
proteção contra sobrecarga;
proteção contra curto-circuito;
corrente nominal de pelo menos 10 A quando adequada à instalação;
tomadas NBR 14136;
construção antichamas;
fabricante conhecido;
especificações claras.
Se houver fontes grandes, escolheria um modelo com tomadas espaçadas.
Não escolheria apenas a extensão mais barata disponível.
E se forem apenas TV e videogame?
Três ou quatro tomadas podem ser suficientes.
Por exemplo:
TV;
console;
soundbar;
streaming box.
O princípio é o mesmo.
Não existe vantagem elétrica em comprar oito tomadas se quatro atendem tudo e oferecem as proteções necessárias.
Para roteador sozinho preciso de uma régua grande?
Não.
Existem protetores individuais para uma única tomada.
Isso pode ser interessante quando o roteador fica longe da televisão.
Se também existe ONU, procure uma solução que permita proteger os dois equipamentos.
E se sua preocupação principal for manter a internet funcionando durante apagões, considere um mini nobreak em vez de apenas um protetor.
Quando escolher protetor eletrônico?
Escolha quando a prioridade é:
proteção contra surtos;
proteção contra sobrecarga;
aumentar o número de tomadas de forma organizada;
conectar vários eletrônicos de baixo ou médio consumo.
É especialmente útil para:
TV;
videogame;
roteador;
ONU;
soundbar;
streaming box;
computador;
monitor.
Sempre dentro da capacidade indicada.
Quando escolher nobreak?
Escolha quando, além de proteção, você precisa de energia temporária durante apagões.
Para roteador e ONU, um mini nobreak pode ser suficiente.
Para televisão, console e outros aparelhos de maior consumo, será necessário um nobreak corretamente dimensionado.
Quanto mais equipamentos você conectar, maior deverá ser sua capacidade.
Passo a passo para escolher
1. Conte os aparelhos
Descubra quantas tomadas serão necessárias.
2. Some a potência
Verifique o consumo máximo dos equipamentos.
3. Confira a corrente máxima
Não ultrapasse a especificação do protetor.
4. Procure proteção real contra surtos
Verifique se existe DPS, varistor ou tecnologia equivalente claramente especificada.
5. Procure proteção contra sobrecorrente
Fusível ou chave rearmável são exemplos comuns.
6. Confira o padrão das tomadas
No Brasil, procure compatibilidade com NBR 14136.
7. Considere o espaço entre as conexões
Fontes grandes podem bloquear tomadas vizinhas.
8. Prefira fabricante e procedência conhecidos
Não economize alguns reais colocando vários milhares de reais em equipamentos atrás de um acessório sem especificações claras.
Perguntas frequentes
Qual protetor usar em uma TV?
Um protetor eletrônico de boa procedência com proteção contra surtos e sobrecorrente, capacidade compatível e tomadas no padrão brasileiro.
Posso ligar videogame e TV juntos?
Sim, desde que a soma das cargas permaneça abaixo do limite do protetor.
Posso ligar roteador no mesmo filtro da TV?
Sim.
Filtro de linha protege contra raios?
Alguns produtos possuem DPS destinado a surtos relacionados a descargas atmosféricas, mas uma régua não substitui a proteção completa da instalação.
Extensão simples protege?
Não necessariamente. Ela pode apenas multiplicar tomadas.
Protetor eletrônico funciona sem aterramento?
O comportamento depende da arquitetura do produto, mas o aterramento correto faz parte de uma instalação elétrica segura e de estratégias completas de proteção contra surtos.
Protetor eletrônico mantém Wi-Fi funcionando quando falta luz?
Não. Para isso é necessário nobreak ou bateria de backup.
10 A é suficiente para TV e videogame?
Na maioria das instalações domésticas típicas, provavelmente sim, mas verifique a potência total real dos equipamentos e o limite do produto.
Posso ligar uma régua em outra?
Evite. Utilize um produto com quantidade suficiente de tomadas e dimensionamento correto.
Preciso de estabilizador?
Não simplesmente porque está utilizando TV, roteador ou videogame. Estabilizador é outro tipo de equipamento destinado a um problema diferente.
Conclusão: qual protetor eletrônico escolher para TV, roteador e videogame?
Para televisão, roteador e videogame, o melhor caminho não é simplesmente comprar a régua com mais tomadas.
Procure um protetor eletrônico que realmente declare proteção contra surtos elétricos e contra sobrecorrente, respeitando sempre a potência e a corrente máximas do produto.
Para um rack doméstico com TV, console, roteador, ONU e alguns acessórios, um modelo de cinco ou seis tomadas e corrente nominal adequada à instalação costuma ser bastante prático.
Recursos importantes incluem:
proteção DPS ou varistor;
fusível ou chave rearmável;
material antichamas;
tomadas padrão NBR 14136;
espaçamento adequado;
fabricante confiável;
especificações técnicas claras.
Também não confunda funções.
Uma extensão apenas multiplica tomadas.
Um protetor eletrônico acrescenta recursos de proteção.
Um DPS atua contra surtos.
Um nobreak fornece bateria durante a falta de energia.
E a proteção próxima aos equipamentos não substitui uma instalação elétrica adequada, com aterramento e DPS no quadro quando necessários.
Para quem possui milhares de reais em televisão, console, roteador e equipamentos de áudio no mesmo rack, faz pouco sentido confiar tudo à primeira extensão barata encontrada em uma gaveta.
O protetor eletrônico é uma peça pequena perto dos aparelhos que ele atende.
Mas, quando escolhido corretamente, pode representar uma camada importante entre seus eletrônicos e os eventos indesejados que chegam pela rede elétrica.
Fontes e referências
Schneider Electric Brasil, DPS: o que é, classes e como dimensionar.
Explica o funcionamento dos Dispositivos de Proteção contra Surtos, diferenças entre Classes I, II e III e a atuação contra sobretensões transitórias.
Schneider Electric: guia sobre DPS e proteção contra surtos
Schneider Electric Brasil, Guia de compra de nobreaks.
Diferencia proteção contra surtos e nobreak, aborda dimensionamento pela carga e explica a função da bateria durante interrupções de energia.
Schneider Electric: guia de nobreaks e proteção elétrica
CLAMPER, iCLAMPER Energia 5.
Especificações de um DPS Classe III para proteção próxima a equipamentos eletrônicos, com cinco tomadas e diferentes modos de proteção contra surtos.
CLAMPER: especificações do iCLAMPER Energia 5
Intelbras, Protetor Eletrônico EPE 2003.
Exemplo de protetor eletrônico para TVs, computadores, roteadores e outros equipamentos, com varistor, proteção rearmável contra sobrecarga e limite de 10 A.
Intelbras: Protetor Eletrônico EPE 2003
Intelbras, Protetor Eletrônico EPE 205+.
Exemplo de produto com cinco tomadas, proteção por varistor e chave rearmável contra curto-circuito e sobrecarga.
Intelbras: Protetor Eletrônico EPE 205+
Inmetro, padrão brasileiro de plugues e tomadas.
Explica a diferença entre pinos destinados a correntes de até 10 A e aqueles destinados a correntes acima de 10 A até 20 A segundo a NBR 14136.