Mini Nobreak ou Nobreak Convencional: Qual Escolher Para o Roteador?

Uma queda de energia de apenas alguns segundos pode ser suficiente para derrubar toda a internet da casa.

O roteador reinicia.

A ONU da fibra óptica desliga.

A reunião de trabalho cai.

As câmeras Wi-Fi ficam temporariamente offline.

Quando a energia retorna, ainda é necessário esperar os equipamentos iniciarem novamente e restabelecerem a conexão.

Uma das maneiras mais simples de evitar esse problema é utilizar um nobreak.

Mas existe uma dúvida importante antes da compra:

vale mais a pena utilizar um mini nobreak específico para roteador ou um nobreak convencional com tomadas?

Os dois podem manter o Wi-Fi funcionando durante uma queda de energia, mas fazem isso de maneiras diferentes.

Para alimentar somente roteador, ONU, modem ou pequenos equipamentos de rede, um mini nobreak costuma ser a solução mais compacta, econômica e eficiente.

Já o nobreak convencional se torna mais interessante quando você deseja alimentar vários equipamentos ao mesmo tempo, precisa de tomadas de 120 V ou quer manter também computador, monitor, sistema de segurança ou outros dispositivos funcionando.

A escolha correta depende principalmente da quantidade de equipamentos, das tensões utilizadas e da autonomia desejada.

Neste artigo, vamos comparar as duas soluções e entender qual delas faz mais sentido para cada situação.

O que é um mini nobreak para roteador?

O mini nobreak é uma bateria de backup compacta desenvolvida principalmente para dispositivos de baixo consumo.

Ele pode ser utilizado com:

roteadores;

ONU e ONT de fibra;

modens;

câmeras de segurança;

switches pequenos;

hubs de automação;

outros equipamentos de rede.

Uma diferença importante está na saída de energia.

Muitos mini nobreaks trabalham diretamente em corrente contínua, oferecendo saídas como:

5 V;

9 V;

12 V;

USB;

PoE em determinados modelos.

O APC Back-UPS Connect CP12036LI, por exemplo, é um mini nobreak de 12 V DC e até 36 W desenvolvido especificamente para aplicações como modems, roteadores e câmeras IP. A Schneider Electric também informa que o equipamento acompanha diferentes conectores DC para aumentar a compatibilidade.

Essa arquitetura combina muito bem com roteadores porque esses equipamentos normalmente já funcionam em corrente contínua.

O que é um nobreak convencional?

O nobreak tradicional é aquele equipamento maior que possui tomadas semelhantes às encontradas na parede.

Você conecta nele as fontes originais dos aparelhos.

A estrutura normalmente fica assim:

rede elétrica → nobreak → fonte do roteador → roteador.

Quando existe energia, o nobreak mantém sua bateria carregada e fornece alimentação aos equipamentos.

Quando a energia acaba, a bateria interna assume.

Modelos residenciais podem ter quatro, seis ou mais tomadas.

O Intelbras XNB 720, por exemplo, possui bateria interna selada de 12 V e 7 Ah e quatro tomadas, sendo indicado pelo fabricante para equipamentos como modem, roteador, computador e sistemas de segurança.

Qual é a principal diferença?

O mini nobreak é uma solução especializada.

O convencional é uma solução mais genérica.

Em um mini nobreak DC, a instalação pode ficar assim:

mini nobreak → 12 V → roteador

Já no convencional:

bateria do nobreak → circuito inversor → tomada AC → fonte do roteador → 12 V DC → roteador

Isso significa que o nobreak convencional precisa criar novamente a tensão alternada utilizada pela tomada para depois a fonte do roteador convertê-la outra vez para corrente contínua.

No mini nobreak DC, essa cadeia pode ser mais curta.

Para pequenos equipamentos que já funcionam em 9 ou 12 V DC, isso ajuda a explicar por que soluções específicas podem oferecer boa autonomia em um formato extremamente compacto.

Então mini nobreak é melhor?

Se o objetivo é apenas manter roteador e ONU funcionando, muitas vezes sim.

Ele ocupa pouco espaço.

Pode ficar discretamente próximo ao equipamento.

Não precisa de várias tomadas.

Existem modelos que conseguem alimentar dois equipamentos simultaneamente.

E alguns oferecem várias horas de autonomia para cargas pequenas.

Uma fonte nobreak da Greatek, por exemplo, informa em seu manual um cenário típico em que um roteador 12 V/1 A pode permanecer funcionando por até aproximadamente oito horas, dependendo do consumo real da aplicação.

Isso não significa que qualquer mini nobreak durará oito horas.

A autonomia varia bastante de um modelo para outro.

Mas mostra por que equipamentos especializados podem ser muito interessantes para redes domésticas.

Quando o nobreak convencional é melhor?

Quando o problema deixa de ser apenas o roteador.

Imagine que você queira manter funcionando:

ONU;

roteador;

switch;

computador;

monitor;

gravador de câmeras.

Nesse cenário, utilizar vários mini nobreaks pode deixar de fazer sentido.

Um nobreak convencional de capacidade adequada permite ligar diferentes aparelhos através de suas fontes originais.

Também existe maior variedade de capacidades disponíveis.

Você pode encontrar modelos pequenos para equipamentos domésticos e soluções muito maiores para aplicações profissionais.

Comparação rápida

CaracterísticaMini nobreakNobreak convencional
Principal usoRoteador, ONU, câmeras e pequenos dispositivosVários tipos de equipamentos
TamanhoMuito compactoMaior e mais pesado
SaídasNormalmente DC, USB ou PoETomadas AC
InstalaçãoExige atenção a tensão e conectorUtiliza a fonte original do equipamento
Autonomia com cargas pequenasPode ser bastante altaDepende da bateria e eficiência
Vários equipamentosMais limitadoMais flexível
Computador e monitorNormalmente nãoSim, se dimensionado corretamente
PortabilidadeAltaMenor
CustoGeralmente menor para redes pequenasGeralmente maior
Proteções elétricasDependem do modeloNormalmente mais completas em modelos tradicionais

O mini nobreak pode alimentar roteador e ONU juntos?

Alguns modelos conseguem.

Isso é especialmente importante em conexões de fibra óptica.

Muitas residências possuem dois equipamentos:

ONU ou ONT da operadora;

roteador Wi-Fi.

Manter somente o roteador ligado pode não ser suficiente.

O celular continuará encontrando sua rede Wi-Fi, mas a conexão com a internet pode desaparecer porque a ONU está desligada.

Para manter efetivamente a internet funcionando, normalmente é necessário alimentar os dois.

Existem mini nobreaks desenvolvidos exatamente para isso.

O fabricante Qualitronix, por exemplo, possui modelo com duas saídas destinado a manter simultaneamente roteador e ONU, dependendo da compatibilidade elétrica e do consumo dos equipamentos.

Não basta ter duas saídas

É necessário verificar a potência total.

Imagine:

roteador consumindo 8 W;

ONU consumindo 5 W.

Teríamos aproximadamente:

13 W.

O mini nobreak precisa conseguir fornecer essa potência continuamente.

Além disso, as tensões precisam estar corretas.

Se ambos utilizam 12 V, a instalação tende a ser mais simples.

Se um utiliza 9 V e outro 12 V, o nobreak precisa oferecer as duas tensões ou uma solução compatível.

Confira a etiqueta das fontes

Antes de comprar um mini nobreak, observe as fontes originais.

Procure a informação:

OUTPUT

Você poderá encontrar algo como:

12 V ⎓ 1 A

ou:

9 V ⎓ 0,6 A.

O primeiro equipamento utiliza 12 V.

O segundo utiliza 9 V.

O mini nobreak precisa entregar a tensão correta.

Não conecte um aparelho de 9 V diretamente em uma saída de 12 V apenas porque o conector encaixa.

A tensão incorreta pode danificar o equipamento.

A corrente também importa

Imagine uma fonte marcada como:

12 V / 2 A.

O mini nobreak utilizado precisa possuir uma saída capaz de atender a necessidade do dispositivo.

Isso não significa necessariamente que o roteador consumirá 2 A continuamente.

A especificação da fonte mostra a capacidade disponível.

Porém, utilizar uma saída incapaz de fornecer a corrente necessária pode provocar:

reinicializações;

travamentos;

quedas de Wi-Fi;

desligamentos;

instabilidade.

Por isso, tensão e capacidade da saída devem ser verificadas antes da compra.

E o conector?

Também precisa ser compatível.

Muitos roteadores utilizam conectores cilíndricos conhecidos popularmente como P4.

Mas existem diferentes dimensões.

Dois conectores podem parecer praticamente idênticos e ainda assim não serem iguais.

Também existe a questão da polaridade.

Antes da instalação, confira:

tensão;

corrente;

tamanho do conector;

polaridade.

Alguns mini nobreaks acompanham diferentes adaptadores justamente para facilitar essa compatibilidade.

O nobreak convencional evita esse problema?

Em grande parte, sim.

Você continua utilizando a fonte original do roteador.

Em vez de retirar a fonte e alimentar o equipamento diretamente pelo nobreak, conecta a fonte original em uma das tomadas.

Isso reduz as dúvidas relacionadas a conectores DC.

Você ainda precisa verificar se o nobreak possui potência suficiente para as cargas conectadas, mas não precisa substituir a alimentação original do equipamento.

Essa facilidade pode ser importante em instalações com muitos aparelhos diferentes.

Qual oferece maior autonomia?

Não existe uma resposta universal.

Um mini nobreak pode durar mais do que um nobreak convencional em determinada carga.

Um nobreak convencional com bateria muito maior pode superar facilmente o mini nobreak.

O tempo de funcionamento depende principalmente de:

energia armazenada na bateria;

consumo dos equipamentos;

perdas internas;

estado da bateria.

Por isso, não escolha apenas pelo tamanho.

E também não escolha apenas pelo valor em VA.

VA não significa horas de autonomia

Esse é um dos erros mais comuns.

Você encontra:

600 VA;

700 VA;

1200 VA;

1440 VA.

E pode imaginar que um nobreak de 1400 VA terá automaticamente o dobro de autonomia de um modelo de 700 VA.

Não necessariamente.

VA está relacionado à capacidade do nobreak de atender determinada carga.

Autonomia depende fortemente da bateria instalada e da carga conectada.

A Ragtech orienta dimensionar primeiro o consumo dos equipamentos em watts e verificar a potência real suportada pelo nobreak.

A fabricante também destaca em seu FAQ que autonomia está relacionada ao conjunto de baterias, e não simplesmente à potência em VA do aparelho.

Um exemplo real ajuda

O Intelbras XNB 720 possui:

720 VA;

uma bateria 12 V / 7 Ah.

A fabricante informa autonomia média de aproximadamente uma hora para determinadas cargas de equipamentos de segurança.

Já o XNB 1440 utiliza:

1440 VA;

duas baterias 12 V / 7 Ah.

Para equipamentos de segurança no cenário utilizado pela fabricante, a autonomia média anunciada sobe para aproximadamente duas horas.

Esses valores não podem ser aplicados diretamente ao seu roteador.

O consumo real pode ser muito menor ou diferente das cargas utilizadas nos testes.

O exemplo serve para mostrar que a quantidade de energia armazenada é fundamental para determinar o tempo disponível.

Por que um mini nobreak pode durar várias horas?

Porque roteadores consomem relativamente pouca energia.

Além disso, um mini nobreak específico pode evitar algumas etapas de conversão existentes em um nobreak AC tradicional.

Um produto compacto como o Ragtech Slim Power, por exemplo, foi projetado para equipamentos DC de até 36 W e possui saídas de 5 V, 9 V e 12 V.

A fabricante informa autonomia de até 16 horas para determinada câmera de segurança em suas condições de referência.

Novamente, isso não significa 16 horas para qualquer roteador.

Quanto maior a carga, menor será o tempo.

Bateria de lítio ou chumbo-ácido?

Mini nobreaks compactos frequentemente utilizam baterias de íons de lítio.

Nobreaks convencionais residenciais frequentemente utilizam baterias seladas VRLA de chumbo-ácido.

Existem exceções nos dois lados.

O lítio permite construir equipamentos relativamente compactos e leves com boa densidade energética.

As baterias VRLA são amplamente utilizadas em nobreaks tradicionais e podem ser substituídas em diversos modelos quando chegam ao fim da vida útil.

A tecnologia da bateria deve ser considerada junto com:

capacidade;

custo de reposição;

garantia;

temperatura de operação;

ciclos esperados;

facilidade de manutenção.

Qual ocupa menos espaço?

O mini nobreak vence facilmente.

Alguns possuem aproximadamente o tamanho de um HD externo ou de um power bank maior.

Podem ficar:

atrás do roteador;

sobre uma pequena prateleira;

dentro de um rack de telecomunicações com ventilação adequada;

próximos à ONU.

O nobreak convencional pode ser várias vezes maior e mais pesado.

Para uma sala onde você quer esconder os cabos e equipamentos, isso pode fazer bastante diferença.

E o ruído?

Mini nobreaks para cargas pequenas normalmente são bastante discretos.

Nobreaks convencionais podem emitir alarmes sonoros durante quedas de energia.

Alguns modelos maiores também podem possuir sistemas de ventilação.

Para uso em quartos ou ambientes silenciosos, vale verificar as especificações do produto.

O nobreak convencional oferece mais proteção?

Frequentemente oferece uma estrutura de proteção elétrica mais completa, embora isso dependa do modelo.

O Intelbras XNB 720, por exemplo, especifica proteções contra:

sobrecarga;

curto-circuito;

sobreaquecimento;

subtensão;

sobretensão;

descarga da bateria.

Outros nobreaks possuem filtros, estabilização e diferentes níveis de proteção.

Mini nobreaks também podem ter circuitos contra sobrecarga e outras falhas, mas os recursos variam bastante.

Nunca assuma que todo produto chamado “mini nobreak” possui as mesmas proteções de um nobreak tradicional.

Preciso de onda senoidal para um roteador?

Para um roteador alimentado por uma pequena fonte AC/DC comum, muitos nobreaks interativos destinados a eletrônicos são oficialmente indicados pelos próprios fabricantes para modens e roteadores.

Por exemplo, as linhas ATTIV e XNB da Intelbras incluem roteadores entre as aplicações previstas.

Se você pretende utilizar o mesmo nobreak com computadores de fontes específicas, equipamentos sensíveis ou cargas diferentes, a forma de onda passa a merecer mais atenção.

Existem nobreaks de onda senoidal pura justamente para aplicações que exigem maior compatibilidade.

E se eu quiser manter o computador funcionando também?

Nesse caso, o mini nobreak de roteador deixa de ser adequado.

Um computador pode consumir centenas de watts.

Um monitor acrescenta outra carga.

Um mini nobreak de 24, 30 ou 36 W não foi projetado para isso.

Você precisará de um nobreak convencional dimensionado para:

computador;

monitor;

roteador;

ONU;

demais equipamentos desejados.

Nesse cenário, calcule a potência total e mantenha uma margem adequada.

Para home office, qual faz mais sentido?

Depende do computador utilizado.

Se você trabalha com notebook, existe um cenário muito interessante.

O notebook já possui sua própria bateria.

O celular também.

Quando falta energia, normalmente quem derruba o trabalho é:

ONU;

roteador.

Nesse caso, um mini nobreak pode ser excelente.

O notebook permanece funcionando com bateria própria enquanto o mini nobreak mantém a internet ativa.

Agora imagine um desktop sem bateria.

O mini nobreak manterá o Wi-Fi funcionando, mas o computador desligará.

Nesse cenário, um nobreak convencional pode ser mais apropriado.

Para câmeras de segurança, qual escolher?

Se as câmeras são Wi-Fi e possuem alimentação separada em diferentes partes da residência, um único nobreak próximo ao roteador não manterá todas elas ligadas.

Ele apenas mantém a infraestrutura de rede daquele local.

Para sistemas com:

DVR ou NVR;

switch;

roteador;

ONU;

câmeras cabeadas;

um nobreak convencional de capacidade adequada pode ser mais interessante.

Já uma câmera individual de baixa potência pode eventualmente utilizar um mini nobreak próprio compatível.

Para Mesh muda alguma coisa?

Sim.

Uma rede Mesh pode possuir duas ou três unidades espalhadas pela casa.

Se apenas a unidade principal estiver ligada ao nobreak, os outros pontos podem desligar durante o apagão.

O Wi-Fi continuará funcionando perto da unidade alimentada, mas a cobertura diminuirá.

Para manter toda a rede Mesh funcionando, cada ponto precisa ter alguma forma de energia reserva.

Dependendo da instalação, pode ser necessário:

um mini nobreak em cada unidade;

um sistema de alimentação centralizado;

ou outra solução adequada.

A operadora precisa continuar funcionando

Existe uma limitação que nenhum nobreak dentro da sua casa consegue resolver.

Sua conexão depende da infraestrutura externa do provedor.

Em redes de fibra, parte dos equipamentos externos pode possuir sistemas próprios de backup de energia.

Mas isso varia conforme a infraestrutura da operadora.

Se o equipamento externo responsável pelo seu acesso também desligar durante o apagão, seu roteador poderá continuar funcionando perfeitamente e ainda assim ficar sem internet.

O nobreak garante energia para sua parte da rede.

Não garante o funcionamento de toda a infraestrutura do provedor.

Posso ligar somente o roteador?

Pode.

Mas confirme como sua internet chega.

Se você possui um único equipamento da operadora que funciona simultaneamente como ONU e roteador, alimentar esse aparelho pode ser suficiente.

Se existem duas caixas:

ONU;

roteador;

é provável que ambas precisem permanecer ligadas.

Faça um teste simples.

Desligue temporariamente a energia da ONU mantendo o roteador ligado.

Se a internet desaparecer, você já sabe que precisará alimentar os dois durante uma queda.

Qual é mais econômico?

Para manter apenas equipamentos de rede pequenos, o mini nobreak geralmente tem vantagem.

Você compra uma solução dedicada exatamente àquela carga.

Um nobreak convencional possui:

gabinete maior;

inversor;

tomadas AC;

bateria maior em muitos modelos;

circuitos adicionais.

Tudo isso pode aumentar tamanho e custo.

Mas se você já precisa alimentar vários equipamentos, o convencional pode oferecer melhor relação custo-benefício do que comprar vários mini nobreaks separados.

Qual bateria é mais fácil de substituir?

Em muitos nobreaks convencionais, especialmente os que utilizam baterias VRLA de 12 V, existe um mercado amplo de baterias de reposição.

Isso pode aumentar bastante a vida útil do equipamento.

Depois de alguns anos, você troca a bateria em vez de comprar outro nobreak completo, respeitando sempre a especificação e o procedimento do fabricante.

Em mini nobreaks de lítio, a situação varia.

Alguns possuem bateria interna sem previsão simples de substituição pelo usuário.

Quando a capacidade cai bastante, pode ser necessário reparar ou substituir o aparelho.

Vale verificar isso antes da compra.

Quanto tempo dura a bateria?

Toda bateria perde capacidade com o envelhecimento.

Calor elevado acelera esse processo.

Descargas frequentes também influenciam sua vida útil.

Depois de alguns anos, é normal perceber que a autonomia já não é a mesma encontrada quando o equipamento era novo.

Isso vale tanto para mini nobreaks quanto para modelos tradicionais.

Faça testes periódicos.

Não descubra que sua bateria perdeu quase toda a autonomia justamente durante um apagão.

Faça um teste real depois da instalação

Esse é provavelmente o teste mais importante.

Carregue o nobreak completamente.

Deixe todos os equipamentos que realmente serão utilizados conectados.

Anote o horário.

Desligue a alimentação da rede elétrica para o nobreak.

Observe por quanto tempo:

ONU permanece ligada;

roteador funciona;

internet continua acessível.

Assim você descobre a autonomia real da sua instalação.

Uma estimativa publicada pelo fabricante é útil.

Seu próprio teste é melhor.

Mini nobreak: quando escolher?

O mini nobreak tende a ser a melhor solução quando:

  • você quer manter apenas roteador e ONU;
  • os aparelhos possuem tensões DC compatíveis;
  • espaço é importante;
  • quer várias horas de autonomia para pequenas cargas;
  • utiliza notebook no home office;
  • deseja uma instalação simples e discreta;
  • não precisa alimentar equipamentos de alta potência.

Nobreak convencional: quando escolher?

O modelo tradicional tende a fazer mais sentido quando:

  • você precisa de tomadas AC;
  • quer alimentar computador e monitor;
  • existem vários equipamentos diferentes;
  • deseja ligar DVR, NVR, switch e outros dispositivos;
  • precisa de maior flexibilidade;
  • quer utilizar as fontes originais dos aparelhos;
  • pretende substituir baterias futuramente com facilidade;
  • precisa de níveis específicos de proteção elétrica.

E se eu quiser apenas a maior autonomia possível?

Não escolha pela categoria.

Compare a energia realmente disponível.

Um mini nobreak grande pode superar um convencional pequeno em determinada carga.

Um nobreak convencional com baterias externas pode oferecer muitas horas.

Existem inclusive nobreaks conhecidos como long backup, destinados a trabalhar com bancos de baterias maiores.

Nessa situação, é necessário dimensionar:

consumo em watts;

tempo desejado;

capacidade das baterias;

eficiência;

potência máxima.

Conclusão: mini nobreak ou nobreak convencional para o roteador?

Para a maioria das pessoas que deseja apenas impedir que a internet caia durante pequenas e médias interrupções de energia, o mini nobreak é provavelmente a solução mais prática.

Ele é compacto, normalmente custa menos e foi desenvolvido justamente para cargas como:

roteador;

ONU;

modem;

câmeras;

pequenos equipamentos de rede.

Quando possui saídas DC compatíveis, também evita a necessidade de alimentar novamente uma fonte AC/DC completa.

Isso pode resultar em uma solução bastante eficiente para equipamentos de baixo consumo.

Mas existe uma condição importante:

você precisa conferir tensão, corrente, potência, conector e polaridade.

Não compre um mini nobreak apenas porque a embalagem mostra a fotografia de um roteador.

Já o nobreak convencional é a escolha mais flexível.

Ele faz mais sentido quando a queda de energia precisa ser enfrentada não apenas pelo Wi-Fi, mas por vários equipamentos da casa ou escritório.

Se você deseja manter:

desktop;

monitor;

ONU;

roteador;

switch;

sistema de câmeras;

outros eletrônicos;

um nobreak tradicional corretamente dimensionado tende a ser mais adequado.

Para um home office baseado em notebook, a combinação é particularmente simples:

notebook com bateria própria + mini nobreak mantendo ONU e roteador ligados.

Para um desktop, a situação muda:

nobreak convencional para computador, monitor e equipamentos de rede.

Portanto, não existe necessidade de comprar um grande nobreak de 1200 ou 1400 VA apenas para alimentar um pequeno roteador de poucos watts.

Da mesma forma, um mini nobreak não deve ser forçado a alimentar equipamentos para os quais nunca foi projetado.

A pergunta correta não é apenas “qual nobreak é melhor?”.

É:

quais equipamentos precisam continuar funcionando quando a luz apagar?

Depois de responder isso, a escolha fica muito mais simples.

Fontes e referências

Schneider Electric Brasil / APC, Back-UPS Connect CP12036LI.
Exemplo de mini nobreak dedicado a equipamentos de rede, com saída 12 V DC, potência de 36 W e aplicações como roteadores, modems e câmeras IP.

APC Back-UPS Connect 12 V para roteadores e equipamentos de rede

Intelbras, Nobreak XNB 720 Bivolt.
Especificações oficiais de nobreak convencional com bateria de 12 V/7 Ah, múltiplas tomadas e indicação de utilização com modens, roteadores, computadores e equipamentos de segurança.

Intelbras XNB 720 Bivolt

Intelbras, Nobreak XNB 1440.
Exemplo de modelo utilizando duas baterias de 12 V/7 Ah e com autonomia superior em determinadas cargas quando comparado a modelos da mesma linha com apenas uma bateria.

Intelbras XNB 1440

Ragtech, Como escolher o nobreak ideal.
Material explicando dimensionamento a partir da potência dos equipamentos, diferença entre VA e watts e critérios para escolha do nobreak.

Ragtech: como escolher o nobreak ideal

Ragtech, FAQ sobre nobreaks.
Referência sobre potência, autonomia, baterias, forma de onda e tipos de equipamentos compatíveis.

Ragtech: perguntas frequentes sobre nobreaks

Ragtech, Slim Power.
Exemplo de mini nobreak DC para equipamentos de até 36 W, com bateria de lítio, saídas de 5 V, 9 V e 12 V e aplicações em modems, switches e câmeras.

Ragtech Slim Power

Greatek, Manual da Fonte Nobreak.
Apresenta exemplos de utilização com roteadores, modens e equipamentos simultâneos, além de estimativas de autonomia dependentes do consumo da carga.

Greatek: manual da Fonte Nobreak

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