Qual o Melhor Tipo de Roteador Para uma Casa de Dois Andares?

Ter internet rápida contratada não significa necessariamente ter Wi-Fi bom em todos os cômodos.

Esse problema fica ainda mais evidente em casas de dois andares.

O roteador pode funcionar perfeitamente na sala, mas o sinal chega fraco aos quartos do piso superior. Em outras situações acontece o contrário: o equipamento fica instalado no andar de cima e a conexão começa a desaparecer em determinados cômodos do térreo.

Isso acontece porque o sinal Wi-Fi precisa atravessar paredes, móveis, lajes e outros obstáculos até chegar aos dispositivos.

Por esse motivo, para uma casa de dois andares, nem sempre o melhor investimento é comprar simplesmente “o roteador mais potente”.

Dependendo do tamanho e da construção da residência, um sistema Wi-Fi Mesh com dois ou mais pontos pode oferecer resultados muito melhores do que um único roteador caro.

Mas isso não significa que toda casa de dois andares precisa obrigatoriamente de Mesh.

Neste artigo, vamos entender qual tipo de roteador escolher, quando um único aparelho é suficiente e quando vale utilizar dois pontos de acesso ou uma rede Mesh.

Qual o melhor roteador para uma casa de dois andares?

Para a maioria das casas de dois andares em que existe dificuldade de cobertura, um sistema Wi-Fi Mesh com pelo menos duas unidades tende a ser uma das melhores opções.

Uma unidade fica conectada ao modem ou à internet principal.

A segunda é instalada em outro ponto estratégico da casa, normalmente no outro andar.

Os dois equipamentos trabalham juntos criando uma única rede.

Isso permite distribuir o sinal de maneira muito mais eficiente do que tentar fazer um único roteador atravessar toda a residência.

O próprio Google, por exemplo, recomenda considerar pontos adicionais de rede Mesh em residências com mais de um andar e cita como exemplo uma casa de aproximadamente 204 m² utilizando um ponto no térreo e outro no piso superior.

Porém, o tamanho da casa, a localização do modem e principalmente os materiais usados na construção podem mudar completamente essa necessidade.

Um roteador único pode funcionar em uma casa de dois andares?

Pode.

Em uma casa relativamente pequena, com poucos obstáculos e o roteador bem posicionado, um único equipamento de boa qualidade pode atender os dois pisos.

Imagine uma casa de aproximadamente 80 ou 100 m², com escada aberta, poucas paredes de concreto e o roteador instalado próximo à região central.

Nesse cenário, um bom roteador Wi-Fi 6 pode ser suficiente.

O problema começa quando o roteador fica em uma das extremidades da residência.

Por exemplo:

o modem da operadora está instalado no escritório localizado no canto do andar térreo.

Para alcançar um quarto no outro lado do piso superior, o sinal precisa percorrer uma grande distância e atravessar várias paredes e a laje.

Nenhum número escrito na caixa do roteador consegue eliminar completamente essas barreiras físicas.

O maior erro é escolher o roteador apenas pela velocidade

É comum encontrar roteadores anunciados com velocidades muito altas.

1200 Mbps.

1800 Mbps.

3000 Mbps.

5400 Mbps.

Esses números podem ser úteis para comparar determinadas características, mas não significam que aquele roteador vai entregar essa velocidade em qualquer lugar da casa.

A cobertura depende de vários fatores.

Entre eles:

  • localização do roteador;
  • tamanho da residência;
  • espessura das paredes;
  • presença de lajes;
  • quantidade de dispositivos;
  • interferência de outras redes;
  • frequência utilizada;
  • capacidade dos próprios celulares, computadores e TVs.

Um roteador muito rápido instalado em um local ruim ainda pode produzir sinal fraco no segundo andar.

Por que casas de dois andares são mais difíceis para o Wi-Fi?

O sinal de rádio não circula pela casa da mesma maneira que um cabo.

Ele perde intensidade conforme aumenta a distância.

Além disso, cada obstáculo encontrado no caminho pode reduzir ainda mais o sinal.

Uma parede leve costuma causar menos impacto.

Uma parede grossa de concreto pode causar muito mais.

A laje entre dois andares representa outra barreira importante.

Estruturas metálicas, espelhos grandes, móveis, eletrodomésticos e até determinados tipos de revestimento também podem afetar a propagação.

Fabricantes como TP-Link e Netgear recomendam colocar o roteador em um local central, aberto e elevado, evitando armários, cantos da residência e grandes obstáculos.

Onde colocar o roteador em uma casa de dois andares?

Se você pretende utilizar apenas um roteador, tente posicioná-lo o mais próximo possível do centro da residência.

Quando o equipamento fica no andar térreo, uma posição elevada pode ajudar na distribuição para o piso superior.

O ideal é evitar:

roteador no chão;

equipamento dentro de armário;

roteador atrás da televisão;

equipamento no extremo da casa;

roteador cercado por objetos metálicos.

A TP-Link recomenda uma posição central e elevada e observa que a orientação das antenas também pode influenciar a cobertura entre diferentes pisos.

Na prática, mover o roteador alguns metros pode produzir uma melhoria maior do que muitas pessoas imaginam.

Roteador no térreo ou no andar de cima?

Não existe uma resposta única.

Se houver apenas um aparelho, o objetivo deve ser reduzir ao máximo a distância entre ele e as regiões mais utilizadas.

Em uma casa com o térreo muito maior, pode fazer sentido manter o roteador no primeiro piso, mas próximo da escada e em posição elevada.

Se o escritório e a maioria dos dispositivos estiverem no piso superior, outra posição pode ser mais adequada.

O mais importante é evitar colocar o equipamento em uma extremidade.

Em casas com dois pisos, o posicionamento central entre as principais áreas de uso tende a oferecer melhor equilíbrio.

Wi-Fi 6 é uma boa escolha?

Sim.

Para quem está comprando um roteador atualmente, o Wi-Fi 6 continua sendo uma escolha muito interessante para uso residencial.

Há grande disponibilidade de modelos, boa compatibilidade com aparelhos atuais e preços que já se tornaram bastante acessíveis.

Uma casa com vários dispositivos pode ter:

smartphones;

smart TVs;

notebooks;

câmeras;

tomadas inteligentes;

lâmpadas;

videogames;

assistentes virtuais;

outros equipamentos conectados.

Um roteador moderno consegue administrar melhor esse cenário do que modelos antigos.

Isso não significa, entretanto, que simplesmente trocar um roteador antigo por Wi-Fi 6 resolverá uma área sem sinal causada por várias paredes e uma laje.

A geração do Wi-Fi e a cobertura são questões relacionadas, mas diferentes.

Vale comprar Wi-Fi 7 para uma casa de dois andares?

Depende do orçamento e do objetivo.

Wi-Fi 7 já está disponível em equipamentos residenciais e sistemas Mesh modernos.

Ele oferece avanços importantes de desempenho e capacidade quando utilizado com dispositivos compatíveis.

Mas, para uma casa comum em que o principal problema é simplesmente levar sinal ao segundo andar, a prioridade deve ser a cobertura.

Um sistema Mesh Wi-Fi 6 bem posicionado pode entregar uma experiência muito melhor do que um único roteador Wi-Fi 7 instalado em um canto da residência.

Por isso, não escolha apenas pela geração mais nova.

Observe primeiro a arquitetura da rede que será montada.

O que é um sistema Wi-Fi Mesh?

Uma rede Mesh utiliza vários equipamentos que trabalham em conjunto.

Em vez de depender de um único ponto emitindo sinal para toda a residência, você distribui unidades pela casa.

Elas criam uma rede integrada.

O Google descreve Mesh como um grupo de dispositivos de conectividade trabalhando como uma única rede, permitindo vários pontos de cobertura dentro da residência.

Isso é particularmente interessante em casas de dois andares.

Uma configuração comum seria:

modem da operadora;

unidade Mesh principal no térreo;

segunda unidade Mesh no piso superior.

Dependendo da área e das barreiras, uma terceira unidade pode ser instalada em outro ponto.

Por que Mesh é interessante em casas de dois andares?

Porque você deixa de exigir que apenas um aparelho cubra tudo.

Imagine que o sinal do roteador principal chegue ao piso superior com intensidade razoável, mas fique fraco nos quartos mais afastados.

Uma segunda unidade Mesh pode distribuir a rede naquela região.

Seu celular continua utilizando a mesma rede Wi-Fi.

Ao caminhar pela casa, dispositivos compatíveis podem se conectar ao ponto mais adequado.

Isso é diferente da experiência tradicional de manter redes separadas e trocar manualmente entre elas.

Dois roteadores comuns fazem a mesma coisa?

Não necessariamente.

É possível utilizar dois roteadores ou transformar um deles em ponto de acesso.

Isso pode funcionar muito bem.

Mas ligar simplesmente dois roteadores independentes pode criar duas redes diferentes e aumentar a complexidade da configuração.

Também podem surgir problemas relacionados a:

duplo NAT;

DHCP;

roaming;

endereçamento;

redes com nomes diferentes.

Se houver cabo de rede entre os andares, utilizar um segundo equipamento corretamente configurado como ponto de acesso pode ser uma excelente solução.

Para quem quer facilidade, porém, Mesh costuma simplificar bastante o processo.

Mesh ou repetidor: qual é melhor?

Um repetidor Wi-Fi recebe o sinal existente e retransmite.

É uma solução barata e pode resolver problemas simples.

Por exemplo, existe apenas um quarto em que o sinal está um pouco fraco.

Nesse caso, um repetidor bem colocado pode ser suficiente.

O problema surge em casas maiores ou quando é necessário cobrir todo um segundo piso.

Se o repetidor receber um sinal ruim, ele terá pouco para retransmitir.

Por isso não adianta instalar o repetidor exatamente no lugar onde praticamente não existe Wi-Fi.

Ele deve ficar em uma região intermediária onde ainda exista boa comunicação com o roteador principal.

Para cobertura ampla em casas de vários andares, sistemas Mesh geralmente oferecem uma solução mais organizada. A própria TP-Link classifica Mesh e Powerline como alternativas particularmente adequadas para casas com vários pisos, enquanto repetidores tradicionais dependem mais da qualidade do sinal recebido.

E se eu puder passar cabo de rede entre os andares?

Essa é uma excelente situação.

Se for possível instalar um cabo Ethernet entre o térreo e o piso superior, você pode obter uma rede muito estável.

Existem duas opções interessantes.

A primeira é utilizar um ponto de acesso no segundo andar.

A segunda é utilizar um sistema Mesh com Ethernet Backhaul.

O que é Ethernet Backhaul?

Em um sistema Mesh sem cabos, as unidades precisam trocar dados através do próprio Wi-Fi.

Isso funciona muito bem em muitas casas.

Mas existe uma alternativa.

Você pode conectar os nós Mesh através de cabo Ethernet.

Dessa forma, a comunicação entre eles utiliza o cabo.

Isso reduz a dependência do sinal sem fio entre os pontos.

Para uma casa de dois andares com estrutura de concreto, essa pode ser uma das melhores configurações possíveis.

A TP-Link recomenda o backhaul Ethernet quando a residência possui cabeamento disponível, destacando que a conexão cabeada entre unidades oferece uma ligação mais estável e rápida do que depender somente da comunicação sem fio entre os pontos.

E se a laje bloquear muito o Wi-Fi?

Essa é exatamente uma situação em que distribuir pontos pela residência começa a fazer bastante sentido.

Uma laje espessa pode reduzir muito o sinal.

Imagine que o roteador esteja no térreo.

No ponto localizado diretamente acima dele, o Wi-Fi ainda funciona.

Mas depois de atravessar a laje e mais duas paredes, a conexão chega fraca ao quarto.

Nesse caso, você pode colocar uma segunda unidade Mesh em um ponto onde ela ainda consiga conversar bem com a principal.

Ela não deve ser instalada diretamente dentro da zona sem sinal.

O Google recomenda colocar os pontos intermediários onde ainda exista boa comunicação com a rede principal, em vez de colocá-los diretamente no extremo onde o sinal já desapareceu.

Quantas unidades Mesh preciso?

Não existe um número universal.

Para muitas casas de dois andares, duas unidades podem ser suficientes.

Uma em cada piso.

Para residências grandes, compridas ou construídas com muitas paredes de concreto, três unidades podem produzir uma cobertura mais uniforme.

O formato da casa importa tanto quanto a metragem.

Uma casa compacta de 180 m² pode ser relativamente fácil de cobrir.

Uma residência comprida de 150 m², com corredores e muitas paredes, pode ser mais complicada.

Por isso, números de cobertura informados pelo fabricante devem ser tratados como referência e não como garantia absoluta.

Não coloque unidades Mesh longe demais

Esse erro é comum.

A pessoa percebe que não existe Wi-Fi no quarto do segundo andar.

Então coloca o segundo ponto Mesh dentro desse quarto.

Mas se praticamente nenhum sinal chega até ali, a unidade também terá dificuldade para se comunicar com a principal.

O melhor local costuma estar antes da zona problemática.

Pode ser:

próximo à escada;

em um corredor;

em um cômodo intermediário.

O segundo ponto precisa receber uma boa conexão para conseguir distribuí-la.

Sistema Mesh de duas ou três bandas?

Modelos Mesh podem trabalhar com duas ou três bandas.

Em sistemas dual-band, normalmente temos 2,4 GHz e 5 GHz.

Nos modelos tri-band, existe uma banda adicional que pode ser utilizada de diferentes maneiras dependendo do equipamento.

Em sistemas Mesh sem cabeamento, modelos com maior capacidade de comunicação entre os nós podem apresentar vantagens, especialmente quando existe tráfego intenso.

Porém, para uma residência comum, um bom sistema dual-band pode ser perfeitamente suficiente.

O importante é dimensionar o equipamento de acordo com:

velocidade da internet;

quantidade de dispositivos;

tamanho da residência;

uso de jogos;

streaming;

transferência de arquivos;

necessidade de cobertura.

2,4 GHz ou 5 GHz atravessa melhor os andares?

De maneira geral, a frequência de 2,4 GHz possui maior alcance e tende a lidar melhor com obstáculos.

A frequência de 5 GHz normalmente oferece maior capacidade e velocidade em distâncias menores, mas perde força mais rapidamente com obstáculos.

Isso explica uma situação bastante comum.

Você sobe para o segundo andar.

O celular ainda mostra Wi-Fi.

Mas a velocidade diminui.

Em determinadas situações, o aparelho pode estar utilizando 2,4 GHz porque essa frequência ainda consegue alcançar aquele ambiente.

Já perto do roteador, o dispositivo pode utilizar uma banda mais rápida.

Roteadores modernos conseguem gerenciar essas conexões automaticamente.

E a banda de 6 GHz?

Equipamentos Wi-Fi 6E e Wi-Fi 7 podem utilizar também a banda de 6 GHz.

Ela oferece mais espectro para dispositivos compatíveis, porém sua propagação através de obstáculos deve ser considerada.

Para uma casa de dois andares, não escolha um sistema apenas porque possui 6 GHz.

Uma boa distribuição dos pontos continua sendo fundamental.

Roteador com muitas antenas é melhor?

Não necessariamente.

A quantidade de antenas visíveis não é uma medida direta da qualidade de cobertura.

Existem roteadores excelentes com antenas internas.

Também existem modelos enormes com várias antenas externas.

O projeto do equipamento, os rádios, o padrão Wi-Fi, a disposição das antenas e o ambiente influenciam o desempenho.

Por isso, comprar o roteador que parece uma aranha tecnológica não garante que o sinal atravesse duas lajes.

Quantos dispositivos serão conectados?

Esse fator também deve entrar na escolha.

Uma casa moderna pode facilmente ter dezenas de dispositivos.

Por exemplo:

quatro celulares;

três televisões;

dois notebooks;

um console;

câmeras Wi-Fi;

lâmpadas inteligentes;

tomadas inteligentes;

robô aspirador;

assistentes virtuais.

Nesse cenário, escolher um roteador moderno torna-se ainda mais importante.

Casas com muitos dispositivos simultâneos se beneficiam particularmente de equipamentos mais atuais e com boa capacidade de gerenciamento.

Internet de 500 Mbps precisa de roteador caro?

Não necessariamente.

A velocidade contratada é apenas um dos critérios.

É possível ter internet de 500 Mbps com uma experiência excelente utilizando um sistema intermediário bem dimensionado.

Também é possível comprar um roteador muito caro e continuar com problemas porque ele foi instalado dentro de um armário no canto inferior da casa.

Primeiro resolva cobertura.

Depois pense em velocidade máxima.

Internet de 1 Gbps muda a escolha?

Nesse caso, é importante verificar também as portas de rede.

Se você possui internet Gigabit, procure equipamentos com portas Gigabit ou superiores.

Modelos antigos com portas Fast Ethernet limitadas a 100 Mbps podem criar um gargalo mesmo que o Wi-Fi teoricamente seja mais rápido.

Quem utiliza conexões superiores a 1 Gbps também deve verificar se o roteador possui portas de 2,5 GbE ou superiores quando necessário.

Quando um roteador único é suficiente?

Um único roteador pode ser suficiente quando:

a casa é pequena;

o equipamento pode ficar próximo ao centro;

existem poucas paredes;

a escada possui boa abertura;

o sinal chega adequadamente aos dois pisos;

não existem grandes áreas externas que precisam de cobertura.

Nesse cenário, um bom roteador Wi-Fi 6 pode resolver perfeitamente.

Quando escolher Mesh?

Mesh passa a ser particularmente interessante quando:

a casa é média ou grande;

existem dois ou mais pisos;

há várias paredes de concreto;

o modem fica em uma extremidade;

existem áreas sem sinal;

você quer uma única rede em toda a casa;

há muitos equipamentos conectados;

é necessário ampliar a cobertura futuramente.

Para muitas residências de dois andares, esse será o cenário mais equilibrado.

Quando usar ponto de acesso cabeado?

Se existe cabo Ethernet entre os pisos, considere seriamente essa opção.

Você pode ter:

roteador principal no térreo;

cabo Ethernet até o segundo andar;

ponto de acesso no piso superior.

É uma arquitetura simples e eficiente.

Também é possível fazer algo semelhante utilizando Mesh com backhaul cabeado.

Quando um repetidor ainda vale a pena?

Quando o problema é pequeno.

Por exemplo:

o Wi-Fi funciona bem em praticamente toda a casa, mas existe um único quarto onde o sinal está fraco.

Nesse caso, gastar com um sistema Mesh completo pode não ser necessário.

Um repetidor bem posicionado pode resolver.

Mas se metade do segundo andar tem problemas, Mesh ou um ponto de acesso tende a ser uma solução mais adequada.

Cuidado com o roteador fornecido pela operadora

O modem ou roteador fornecido pelo provedor pode ser suficiente para muitas pessoas.

Não existe necessidade de substituí-lo automaticamente.

Faça primeiro alguns testes.

Meça o sinal em diferentes cômodos.

Teste perto do aparelho.

Teste no segundo piso.

Se a velocidade for boa perto do roteador e ruim apenas em locais distantes, provavelmente o problema é cobertura.

Nesse caso, adicionar Mesh ou um ponto de acesso pode fazer mais sentido do que trocar o plano de internet.

Como montar uma boa rede em uma casa de dois andares

Uma configuração bastante eficiente seria:

Internet da operadora entrando no térreo.

Uma unidade Mesh principal instalada em local relativamente central.

Segunda unidade no piso superior, próxima à região da escada ou em um ponto onde ainda exista boa comunicação com a principal.

Se houver Ethernet disponível, conectar as duas unidades por cabo.

Depois testar a cobertura nos quartos mais distantes.

Se ainda existir uma zona sem sinal, avaliar uma terceira unidade.

Essa estrutura costuma ser muito mais eficiente do que concentrar toda a rede em um único equipamento extremamente potente.

Conclusão: qual o melhor tipo de roteador para uma casa de dois andares?

Não existe um único roteador ideal para todas as casas de dois andares.

Para uma residência pequena e aberta, um bom roteador Wi-Fi 6 instalado em posição central pode ser mais do que suficiente.

Porém, quando existem lajes, várias paredes, cômodos distantes ou áreas sem sinal, um sistema Wi-Fi Mesh normalmente se torna a solução mais interessante.

Duas unidades costumam ser um bom ponto de partida: uma no térreo e outra no piso superior.

Se puder passar cabo Ethernet entre elas, melhor ainda. O backhaul cabeado reduz a dependência da comunicação sem fio entre os pontos e pode aumentar a estabilidade da rede.

O principal é não escolher o equipamento apenas pela velocidade anunciada ou pela quantidade de antenas.

Em uma casa de dois andares, posição e distribuição dos pontos de Wi-Fi são tão importantes quanto o próprio roteador.

Antes de gastar dinheiro em um modelo extremamente potente, observe onde o modem está instalado, onde estão as zonas sem sinal e quantas barreiras existem entre o roteador e os aparelhos.

Muitas vezes, dois equipamentos intermediários bem posicionados entregam uma experiência muito melhor do que um único roteador sofisticado tentando vencer sozinho paredes, móveis e uma laje inteira.

Fontes e referências

Google Nest Help, De quantos roteadores ou pontos Nest Wifi eu preciso? A documentação aborda quantidade de pontos, casas com vários andares, obstáculos e posicionamento das unidades. Google Nest: cobertura e quantidade de pontos Wi-Fi

Google Nest Help, O que é uma rede Mesh? Explica o funcionamento de vários pontos trabalhando em conjunto como uma única rede. Google Nest: como funciona uma rede Mesh

TP-Link Brasil, Como posicionar seu roteador sem fio para melhor recepção e desempenho. Orientações sobre localização central, altura, obstáculos, interferências e antenas. TP-Link: posicionamento do roteador Wi-Fi

TP-Link Brasil, Guia de posicionamento Deco. Aborda posicionamento de unidades Mesh e uso de Ethernet Backhaul. TP-Link: posicionamento de pontos Mesh

TP-Link Brasil, Como ampliar o sinal Wi-Fi: repetidor, Powerline ou Mesh. Comparação das principais soluções para aumentar a cobertura, incluindo casas com vários andares. TP-Link: repetidor, Powerline ou Mesh

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